quinta-feira, 15 de março de 2018

Resenha: Ideias Sobre o Teatro de Machado de Assis



























Título: Ideias Sobre o Teatro
Autor: Machado de Assis
Ano de publicação: 1859
Número de páginas: 9
Nota: 3/5


Como diz o título, aqui estão reunidas algumas ideias sobre como o teatro brasileiro deveria ser. Machado começa dizendo que infelizmente aqui o teatro não é tão valorizado, e mesmo hoje, anos e anos depois desse texto ter sido publicado, vemos que a realidade não é tão diferente. Claro que hoje o teatro é bem mais respeitado e tem um público relativamente grande, mas continua não sendo a atividade de lazer preferida das pessoas, provavelmente por que nos dias atuais nós temos acesso à tantos filmes e séries direto do nosso celular, que ir ao teatro para ver algo pode parecer perda de tempo.

Temos que entender que mesmo há alguns anos, teatros eram mais frequentados por pessoas não necessariamente ricas, mas que tinham uma condição de vida boa. Hoje os pobres têm mais acesso à esse tipo de cultura, inclusive na minha cidade, Ibirité, temos um dos maiores teatros de Minas Gerais e muitas peças são gratuitas, então fica aí a dica. Mesmo tendo mais acesso ao teatro, por termos muita informação literalmente na palma das nossas mãos, procurar o teatro continua não sendo algo comum aos pobres. Sem contar que quase não existe divulgação das peças.

Machado diz no texto que o teatro é político, pois sempre de alguma forma nos faz ver algo que está errado no país, ou algo que está certo e precisamos aplaudir. Claro, hoje temos peças infantis que simplesmente têm o objetivo de divertir as crianças, geralmente com piadas bobinhas, e temos infinitas peças religiosas, onde o objetivo é passar a sensação e mensagem do sagrado. Temos vários gêneros de peças, comédia, drama, romance e é muito comum encontrar questões políticas nelas. Seja fazendo piada com algo que deveria mudar, seja citando abertamente algo de errado ou alguém que fez coisas erradas ou citando um nome sem falar sobre, mas fazendo com que algumas coisas fiquem no ar.

Teatro, como toda manifestação cultural, envolve política. Não somente nas peças, mas em toda a estrutura. O prédio está ali, naquele exato local por um bom motivo, seja por que aquela região tem um público maior, ou por ser uma região com muito trânsito de pessoas. Às vezes por que muitos trabalhadores querem uma diversão no final do expediente e acabam optando pelo teatro ao invés do cinema. Tudo é questão política e social. A escolha da peça, a escolha da iluminação do teatro e do figurino dos atores. Tudo precisa agradar o público alvo e fazer com que as pessoas gostem tanto que recomendem a peça à outras pessoas.

Machado também diz que o teatro precisa ser dramático, para causar empatia e emoção. E diz ainda que é totalmente contra a censura. Certas coisas precisam ser ditas e mostradas, e censurar é fazer com que a verdade não seja vista. O teatro tem um papel importante na construção de uma sociedade melhor, mais estruturada. Dá emprego à vários e abraça os sonhos de todas as pessoas. Teatro é sim político e social. Quando tiver um tempo, vá ao teatro, aproveite a peça. Seja drama, religioso ou comédia, viva pequenos momentos de lazer cultural, sair da rotina é sempre bom.

Gostei desse texto, não o bastante para dar uma nota alta, mas o bastante para realmente pensar no que está escrito ali. É bem óbvio, mas muitas vezes não percebemos que a política está em tudo no mundo, até mesmo nos momentos de lazer. É um texto necessário, principalmente numa época em que as pessoas continuam insistindo que política é só fazer leis e que não presta para nada. A política no Brasil é tratada de uma forma muito fria, e somos enganados para pensar que ela está apenas nas Câmaras, mas está em todos os lugares possíveis, até mesmo dentro na sua casa. Não fuja da política, e se possível, estude um pouco sobre os assuntos que te agradarem dentro da política. Conhecimento é poder, é algo que não podem te tirar, e te faz crescer.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Existe dignidade no corpo morto?



O primeiro post do biologando é sobre um tema muito importante na ética da prática de vários cursos na área de Ciências Biológicas. Uma questão ética, e sobretudo, cultural, que vai ser tratada de formas diferentes em diferentes países. Esse post está aberto à discussão, desde que todas as opiniões sejam respeitadas!

Existe dignidade no corpo morto? Muitos dirão que não, afinal, a pessoa já morreu, não sente mais nada, então se o corpo dela foi violado (por abuso sexual ou por cortes não autorizados por ela e/ou pela família), ou se for jogado num rio ou numa cova, ela não vai sentir, não vai saber, portanto, não vai sofrer ou se indignar com o que está acontecendo com ela.

Muitos dirão que sim por que em algum momento aquele corpo sem vida teve vida. Seja por alguns minutos ou por muitas décadas, aquele ser viveu, respirou, se divertiu, sentiu e teve uma vida normal, assim como você ou como a equipe que está encarregada de cuidar do corpo. Muitos dirão que sim pois o ser humano precisa respeitado, e ele estar morto não muda a condição de ser humano. Ele não muda de espécie depois de morto, portanto merece o mesmo tratamento, como ser humano, que tinha antes de morrer.

E muitos dirão que sim pois aquele corpo morto tem uma família, e em respeito à essa família não devemos violar seu corpo. Esse pensamento tem um furo um pouco problemático, já que pessoas que são dadas mortas como indigente não tem, naquele momento, uma família que exija esse respeito. O que nos leva à respeitar o corpo é saber que em algum lugar esse corpo tem uma família, ou a pressão ética e moral de saber quem são os familiares daquele corpo? Tratamos um corpo morto com dignidade por que somos cobrados, ou por que repudiamos qualquer tipo de violação ao corpo morto?

Se você trabalha em alguma área em que precisa lidar diretamente com corpos, acreditando ou não que ele merece respeito e ser tratado dignamente, você precisa tratar aquele corpo com o máximo de respeito, já que qualquer violação no corpo pode, e deve, ser punida. Quando você trabalha com seres humanos, vivos ou mortos, precisa tratar todos com dignidade, independente de quem é, ou de como o corpo é.

Dizer que o corpo morto não merece ser tratado dignamente é dizer que tudo bem pegarem os órgãos e venderem no mercado negro, afinal, a pessoa não está sentindo e nem ficará sabendo qual será o destino daqueles órgãos. Também é dizer que tudo bem violar sexualmente, ou seja, praticar necrofilia. É dizer que tudo bem mutilar o corpo por simples prazer.

Agora vamos entrar em questões cada vez mais específicas. Já que o corpo morto, na teoria, deve ser tratado com respeito, tirar fotos de pessoas mortas é algo correto? Isso nos traz de volta à questão da família daquele ser humano que morreu. Quando não tiramos a fotos é  por que nós não achamos correto, ou por respeito à família? E quando tiramos, e principalmente, quando mostramos aquela foto às pessoas, estamos tendo algum respeito com a família?

Os únicos autorizados a fotografar cadáveres são policiais científicos, ou policias peritos. Essas fotos são tiradas com o objetivo de poder estudar os detalhes da morte, claro, quando não foi por morte natural. Estudar e descobrir a causa da morte diretamente no próprio corpo poderia demorar muitos dias, e além de o corpo não aguentar muitas horas antes de começar a decomposição, seria desrespeito à família pedir que eles "adiem" o velório e enterro daquele corpo. Por isso, nesse caso, as fotos são necessárias e não devem ser divulgadas, a menos que seja algo de uma investigação muito grande, como por exemplo, um serial killer que coloca uma marca específica em suas vítimas. De toda maneira, o ato de fotografar e liberar a foto ou não, deve ser decidido pela polícia.

Agora vamos à parte que interessa aos universitários dos cursos da área de Ciências Biológicas. É correto ter cadáveres nos laboratórios das universidades? Muitos vão dizer que sim, afinal, nada melhor do que estudar diretamente no corpo. E claro, muitos dirão que não, já que muitos estudos violariam o corpo, não no sentido sexual, mas no sentido de cortes.

Corpos em exposições e em universidades são de pessoas que morreram como indigentes ou que a própria família autorizou o estudo. No primeiro caso pode haver opiniões divergentes, já que não houve permissão por parte de ninguém da família ou da própria pessoa, mas no segundo caso, é quase sempre tratado como algo correto, já que houve a autorização.

Algumas universidades federais do Brasil estão abrindo cadastros para que os cidadãos possam se cadastrar e "reservar" seus corpos aos estudos científicos quando eles morrerem, o que significa que a própria pessoa está permitindo que, depois de morta, certos procedimentos sejam feitos em seu corpo.

Devemos nos lembrar que quando um corpo é doado por familiares ou quando a própria pessoa se cadastra, há vários documentos a serem preenchidos, e a família ou a própria pessoa pode detalhar quais procedimentos ela não quer que façam com seu corpo. Por exemplo, uma pessoa pode pedir que não lhe tirem a cabeça (ou seja, que o corpo seja estudado como um todo), ou pode pedir que apenas seus órgãos internos sejam estudados, exigindo que ossos e pele não passem por estudos. Isso faz com que não haja violação da vontade da pessoa, o que faz com que os procedimentos autorizados não sejam de fato uma violação ao corpo, já que foi previamente permitido.

E quando cortes e estudos são previamente permitidos por familiares ou pela própria pessoa e esse corpo é estudado, há dignidade? A dignidade está em obedecer e respeitar a vontade de familiares e da própria pessoa, ou em cortar ou não o corpo? Se cortes são meios de violação, por que são permitidos depois que a pessoa mostra interesse em ter seu corpo estudado após a morte? A dignidade está em nós ou no corpo?

A pergunta "existe dignidade no corpo morto?" não tem uma resposta pronta. É certo que devemos tratar esse corpo de forma digna, mas isso se deve ao fato de que é crime violar o corpo, de respeitarmos a vontade da família, de o corpo ainda dever ser tratado como era antes de morrer, ou por que dentro de nós temos esse valor moral de que não devemos violá-lo?

As respostas vão mudar de acordo com o contexto social em que cada um cresceu. Em alguns países é comum os corpos serem doados para estudo sem um acordo prévio do que poderá ser feito ou não, em alguns países existe muita burocracia para doar um corpo. Assim como em alguns países é permitido ficar de luto por quase uma semana, como no Brasil, quando um familiar falece, em alguns países, como no México, é comum fazer festas e comemorar a "passagem" da pessoa. Eles não comemoram a morte, comemoram o tempo de vida que a pessoa teve e os bons momentos que ficaram, mas é comum saírem do enterro e darem festas. Nos Estados Unidos agências funerárias que fazem festas nos velórios estão se tornando famosas. Algum desses costumes de alguma forma viola a dignidade do corpo? Por que o corpo morto é tratado de formas tão diferentes sendo que é cobrado de todos que respeitem o corpo?

Se pergunte o que te faz não violar um corpo morto, até onde você iria se essa violação não fosse crime, e o motivo de as pessoas exigirem respeito ao corpo morto. Essas questões podem parecer confusas e difíceis de responder, por que realmente o são. As respostas vão mudar de acordo com a sociedade em que você viveu, com a sua visão de mundo, e até mesmo com o seu nível de escolaridade. Faça uma pesquisa e pergunte às pessoas se há dignidade no corpo morto, as respostas e motivos poderão fazer com que você entenda melhor as questões, ou até mesmo podem levantar novas questões nas quais você não tinha pensado anteriormente.

Imagine que a pessoa que você mais ama faleceu e você descobre que o corpo dela foi violado na agência funerária, qual seria a sua reação? Você teria essa reação simplesmente por que amava essa pessoa, ou teria essa mesma reação se fosse uma pessoa desconhecida? O que nos leva a respeitar ou não um corpo morto? Discuta essas questões com seus colegas de classe, trabalho e conhecidos.



domingo, 11 de março de 2018

Resenha: Tamanho 46 de Amanda Castejon





























Título: Tamanho 46
Autor: Amanda Castejon
Ano de publicação: 2017
Número de páginas: 3
Onde encontrar: Luvbook
Nota: 4/5


Tamanho 46 é um conto curtinho sobre a dificuldade de não ter o corpo padrão aqui no Brasil. Claro que isso é algo universal, em poucos países tamanho maior que 40 é bem visto. O padrão é cintura fina, barriga chapada, peitos e bundas fartos, porém não exatamente grandes.

O conto fala sobre o bullying, principalmente sobre aquele bullying que vem disfarçado, como perguntar sobre a saúde, perguntar se já não passou da hora de procurar um nutricionista etc. Tenho coisas a falar sobre esse assunto. Sim, há pessoas que fazem por maldade, mas devemos nos lembrar que obesidade é uma doença séria e mata! O problema maior é como falamos isso. Poderíamos apenas perguntar se a pessoa tem algum problema de saúde por causa da obesidade, por que sim, nem sempre a gordura vem acompanhada de diabetes e hipertensão. Poderíamos perguntar se a pessoa tem algum problema na tireoide, porque infelizmente problemas com hormônios são coisas que fazem a pessoa engordar e não há exercício que possa mudar isso permanentemente.

Pergunte a pessoa se ela vai ao médico regularmente. É uma pessoa que mostra que você realmente está preocupado com a saúde dela. Dizer que ela precisa ir ao médico é burrice, porque ela pode já ter ido ao médico na semana passada e estar tudo bem. Mas lembre-se sempre de que gordura nem sempre vem acompanhada de doenças, MAS que continua não sendo saudável. Seu joelho e seus pés podem simplesmente não aguentar seu peso e quebrarem, o que só vai vir trazendo cada vez mais problemas, então vamos tentar viver uma vida mais saudável! Se você tem mais de 15kgs de gordura no seu corpo, procure sim um nutricionista, pois isso pode acarretar em problemas horríveis no futuro. E claro, se você tem menos de 7kgs de gordura no seu corpo, procure um nutricionista, pois pode te trazer anemia severa por falta de nutrientes no sangue.

Agora vamos à um problema que se você veste mais de 40, mesmo que não for realmente uma pessoa gorda, passa: o de não encontrar roupas que te sirvam feat te zoarem por usar biquini. Nosso corpo é apenas uma casca, nosso corpo é que nos permite existir no plano físico, e a única função dele é nos fazer existir. Para continuarmos existindo, precisamos cuidar desse corpo, e nos divertir é uma boa forma de cuidar dele, desde que tudo seja feito com moderação.























Não encontrar roupas que te sirvam é algo que pode causar depressão e várias outras doenças psicológicas, pois ao longo dos meses você vai vendo que você parece não ter lugar na sociedade. Se não existem roupas para você, significa que as marcas não querem que você as vista, o que significa que você não é importante pra elas. Hoje já temos lojas especializadas em plus size, o que é ótimo, mas geralmente você só as encontra nas capitais ou cidades bem grandes. A solução acaba sendo mandar fazer as próprias roupas, o que nem sempre é viável, o que faz com que os gordos tenham pouquíssimas roupas, afinal, poucas cabem. E quando você acha algo que cabe, fica naquela paranoia de que não pode marcar as gordurinhas, não pode marcar as dobras etc.

Sobre biquini não melhora muito. A maioria das gordas usa maiô por vergonha de mostrar a barriga, que geralmente é o que mais gera piadinhas por parte dos outros. Meu conselho é: esteja bem com o seu corpo, que as piadas vão perder o peso que têm. Sei que é difícil, mas é um exercício possível. A partir do momento em que você se vê sexy, gostosa e linda, as pessoas vão começar a ver isso. Todas? Não, sempre vai ter um grupo que vai continuar fazendo piada, mas você vai ver que vai diminuir. Coloque uma langerie sexy e pose para si mesma na frente do espelho. A mudança começa em você.

Eu acho esse conto algo importante para que as pessoas pensem, de verdade, nas piadinhas que elas fazem, em como elas lidam quando algum gordo senta do lado delas. E não estou falando do que elas falam ou fazem publicamente, mas também do que se passa dentro da cabeça delas. De um gordo sentar do lado delas e elas começarem a reclamar mentalmente por que o gordo tá ocupando espaço demais. De ver uma mulher gorda de biquini e achar nojento, quando se fosse uma mulher magra, a chamaria de gostosa.

O bullying com as mulheres gordas (o obviamente homens também) é tão forte, que já vi, sim, já vi, mulheres gordas chorando por não serem assediadas nas ruas, por que são consideradas nojentas demais para receberem atenção de algum homem. Olha o ponto em que chegamos!

Meu recado para as mulheres gordas é: você é linda, é sexy e é gostosa, mas você precisa entender isso primeiro, as mudanças vêm de dentro. Para que os outros te enxerguem assim, você precisa mostrar a eles que você é o que quiser ser, e não o que eles dizem que você é.

Durante anos eu me bati por ser gorda. Como eu tenho seios e bumbum grandes, as pessoas nunca realmente me zoaram por isso, até por que minha barriga nunca foi realmente grande, mas eu estava com 20kgs a mais do que deveria estar pelo meu tamanho. Isso me matava, subir na balança doía, ver as roupas não servindo mais era como uma facada no peito. Eu tento viver uma vida saudável, não como muito, apesar de ainda comer doces, danço cerca de 3 horas por semana, faço caminhadas curtas todos os dias para que as pernas não se desacostumem com o peso. Estou 25kgs mais pesada do que deveria estar, e boa parte desses 25kgs são gordura. Sei disso, e hoje eu me sinto bonita, sexy e gostosa! Isso vem de dentro, das nossas atitudes. Aceite suas dobrinhas, não tenha vergonha delas. Seu corpo é uma casca, e quem te julga por ela não merece conhecer o interior.

Vá ao nutricionista, pois seu problema com o peso pode ser algum problema hormonal, e isso não é resolvido com dietas. Mas as dicas gerais são: faça pelo menos 20 minutos de exercícios diários, ou 30 minutos de caminhada. Coma de 3 em 3 horas, pouca comida e dê preferência à frutas. Quando a fome bater, beba bastante água, no mínimo 500ml, pois às vezes o corpo precisa de água e interpretamos como fome. E com o corpo cheio d'água, cabe menos comida, fazendo com que você coma menos. E a melhor dica: não coma por gula. Coloque pouca comida no prato e aguarde uns 5 minutos após terminar a refeição, se ainda assim você sentir fome, coloque um pouco mais de comida. Não encha o prato e continue comendo só por que a comida já está ali. Vamos ter hábitos mais saudáveis e nos lembrar de ir ao médico fazer exames de rotina pelo menos 1 vez ao ano, e se você já tiver algum problema como diabetes e hipertensão, faça os exames a cada 3 meses!

Amanda, parabéns pelo conto, é importante e representa as pessoas que passam por todas aquelas coisas. Conto recomendadíssimo, principalmente se você passa por algo descrito por mim aqui.


sexta-feira, 9 de março de 2018

Leitura todo dia #45


Mais um mês se iniciando no projeto Leitura todo dia, criado pela Nine com o objetivo de fazer com que os participantes leiam todos os dias, mesmo que sejam poucas páginas por dia. Nessa primeira semana de março eu não vou estudar muito. As aulas começam no dia 5, meu aniversário inclusive, então vou ler o máximo que puder nos três primeiros dias, já que sei que no dia 4 eu provavelmente vou ter crise de ansiedade e não vou conseguir ler. Minha meta para essa primeira semana é ficar com 45 páginas de média diária! Espero que dê tudo certo e que eu pelo menos consiga ler todos os dias.

Vou deixar abaixo minhas metas, lembrando que o número apresentado aqui é o número de páginas que ainda preciso ler, não o número de páginas total do livro. E não tenho a intenção de ler todas essas páginas, quero apenas dar andamento às leituras.

O Reino de Hatley de Amanda Castejon -  261 páginas
A Revista dos Teatros de Machado de Assis - 20 páginas
Moby Dick - 668 páginas




No dia primeiro de março eu li apenas 10 páginas (um capítulo) de O Reino de Hatley. Capítulo bom, agora estou realmente começando a gostar um pouco mais da história. Li pouco pois aquela coisinha chamada ansiedade não me deixou ficar concentrada no livro. Eu lia uma página e começava a correr os olhos pelo quarto, pesquisei coisas bem nada a ver na internet, abria outras páginas em redes sociais etc, ou seja, fiquei agitada demais para conseguir me concentrar no livro. Creio que isso aconteceu por que no dia dois eu vou finalmente fazer minha matrícula na universidade, e confesso que isso tem me deixado ansiosa nos últimos um mês e meio.













No dia dois eu li 20 páginas (dois capítulos) de O Reino de Hatley. O livro continua sendo agradável, mas ainda não sinto a animação que eu pensava que iria sentir. O enredo é sim muito bom, mas tem alguns probleminhas que acabam tirando o foco do que é realmente legal.

Fui até a universidade, fiz minha matrícula, conversei um pouco com as mulheres da secretaria, fui até o prédio de Ciências Biológicas para não ficar tão perdida assim quando as aulas começarem. Não vi onde ficam os banheiros, mas creio que isso eu vou ficar sabendo logo nos primeiros dias. Fiquei muito feliz por ter visto o prédio, principalmente por que perto dele há uma mini floresta, plantada pelos alunos, e ela está linda. Enfim, foi tudo tranquilo. E depois fiz algumas outras coisas quando cheguei em casa. Como foi um dia bom em quase tudo, não fiquei triste por ter lido menos do que queria ler.




No dia três eu li incríveis 88 páginas (quatro capítulos) de O Reino de Hatley. Eu preciso terminar o livro amanhã, e continua faltando bastante para ler, mas vamos ter fé de que eu vou conseguir terminar a leitura. Agora comecei a realmente gostar do livro. A história está bem mais interessante e emocionante. Os personagens começaram a passar por perigos reais, e a história por trás de tudo é boa, e apesar de não ser totalmente original, tem elementos que fazem com a que história se torne única.



No dia quatro eu li maravilhosas 143 páginas de O Reino de Hatley e concluí a leitura do livro. A resenha já saiu aqui no blog e gostei bastante do livro. Algumas coisas me incomodaram muito, outras nem tanto, e algumas coisas me conquistaram, então creio que foi uma boa leitura no final. Gostei bastante de ter lido o livro e já quero ler outras coisas da Amanda, por que ela me disse que evoluiu bastante desde a publicação desse livro..



No dia cinco eu fiz 19 anos! Pode parecer que foi um super dia animado, mas na realidade eu comecei a estudar nesse dia, o que realmente foi bom, mas acabei tendo febre depois e não consegui fazer nada.



No dia seis eu li 20 páginas de Revista dos Teatros e até gostei do livro de um modo geral, mas não me acrescentou muita coisa, por que é um compilado de críticas sobre peças de teatro, e obviamente eu não as vi.

Li também algumas histórias da Turma da Mônica. Li Chico Bento em: era um sítio muito engraçado, Turma da Mônica em trabalho infantil, nem de brincadeira, Saiba Mais: Inclusão social e Turma da Mônica em Sol e Pele. Ao todo eu li 75 páginas, o que dá quase uma revistinha, já que cada uma tem 82 páginas. Não sei quantas histórias têm em média em cada revista, mas creio que devem ser umas 5 ou 6, já que elas têm uma média de 6 à 18 páginas cada uma. A parte do Saiba Mais é maior por que ela é uma revistinha menor, com menos páginas e é uma revistinha sozinha.

O link com as histórias está aqui, estão disponibilizadas gratuitamente.



No dia sete eu li 28 páginas de Turma da Mônica. Se preparem para ver bastante quadrinhos deles aqui, por que são histórias leves e divertidas, então é mais fácil de ler. Fora que claro, é quadrinho, então o estímulo visual deixa a leitura mais dinâmica. Li as histórias Mônica e Magali em: Um Menino Sobre Rodas, que fala sobre o Luca, que é cadeirante, e Turma da Mônica em: Alimentos Saudáveis, que é mais uma daquelas revistinhas separadas que têm como objetivo conscientizar a população sobre algo, de modo divertido e de um modo que também atrai as crianças. É muito comum crianças repetirem o comportamentos que seus ídolos acham legais, estão ter esse estímulo na infância, por meio dos quadrinhos, é importante.




No dia oito eu li 28 páginas (dois capítulos) de um livro chamado Desvendando os Segredos do Texto. Li por causa da faculdade, para a aula de Leitura e Produção Textual. Como o nome já diz, fala sobre a arte que são os textos. No dois capítulos que li, os temas foram sujeito e contexto. Gostei bastante. Foi para a faculdade, mas como é realmente um trecho de um livro que é teórico, mas não é didático, resolvi contar como leitura. Leitura de livros didáticos, a menos que sejam projetos, não vão entrar na contagem do Leitura todo dia.

E li também 42 páginas (duas histórias) de Turma da Mônica. Li as histórias Turma da Mônica em: Dorinha, a Nova Amiguinha e Turma da Mônica em: Missão Saúde, que novamente, é uma história feita com objetivo de conscientizar a população sobre hábitos saudáveis, principalmente o hábito de comer frutas, nesse caso, ressaltando a importância da maça. Claro, como a Turma da Mônica tem uma "linha" de maçãs, é sim uma propaganda para que eles vendam, mas continua sendo legal. A primeira história é sobre a amiguinha cega da turminha, que é super fashion.



Bom, nessa primeira semana de março, cheia de eventos maravilhosos, eu consegui ler 453 páginas, o que dá 56,6 páginas por dia, ou seja, consegui ler até mais do que eu coloquei como meta! Fiquei muito feliz com o resultado. Boa parte disso foram quadrinhos? Sim, mas não deixam de ser leituras. Não vou mais colocar leituras como prioridade na minha vida, por que preciso me focar, e muito, nos estudos, então naturalmente as metas vão ir ficando menores e eu vou ler menos. O que não significa que vai ser ruim, mas que provavelmente vou passar a aproveitar melhor os momento que tiver para ler.

Leitura precisa ser algo prazeroso, a partir do momento em que vira meramente uma obrigação, perde o sentido. E por favor, entendam que leituras didáticas não estão sendo levadas em conta aqui.


O Reino de Hatley - 261 páginas lidas Concluído
A Revista dos Teatros - 20 páginas lidas Concluído
Desvendando os Segredos do Texto - 28 páginas lidas Concluído (a parte que me era obrigatória)
Turma da Mônica - 145 páginas lidas

segunda-feira, 5 de março de 2018

Resenha: O Reino de Hatley de Amanda Castejon

































Título: O Reino de Hatley
Autor: Amanda Castejon
Editora: Independente
Ano de publicação: 2016
Número de páginas: 266 versão física / 331 ebook
Preço: R$ ?
Nota: 4/5


Rebecca é uma adolescente de 17 anos, está terminando o ensino médio e ainda não sabe qual carreira vai seguir. Ela vive uma vida relativamente normal. O pai abandonou a família, e por isso, ela, sua mãe e seu irmão se mudaram para Hatley, uma cidade menor, perto de grandes florestas, para recomeçar a vida onde o pai não pudesse atrapalhá-los.

Ela tem uma rotina comum para quem é novo em algum lugar: quer descobrir mais, e por isso, passeia bastante, faz pesquisas e perguntas. Um dia ela percebe que um aluno a está encarando durante o recreio, e então seu objetivo passa a ser saber quem ele é, além de claro, pesquisar sobre a história de Hatley.

Rebecca vai à biblioteca da cidade e tenta encontrar livros que falem sobre isso, mas nenhum deles parece ser o livro certo, então ela acaba saindo de mãos vazias. No dia seguinte ela acaba voltando e escolhe um dos livros que inicialmente não chamou a atenção dela. Ela se senta em um banco na praça para ler o livro, que conta a história de uma maldição.

Hatley era uma cidade em que uma tribo contava a presença de vários seres mágicos, como fadas e faunos e todos viviam em paz com os humanos. Todos da tribo estavam acostumados aos seres e todos tinham muito respeito. Um dia, um ser feito de areia apareceu e tentou matar todos os habitantes da tribo, humanos e seres mágicos, e quando não conseguiu o que queria, jogou uma maldição sobre todos.

O chefe da tribo então dedicou parte de sua a achar algo que quebrasse essa maldição, e em certo momento descobriu que poderia guardar os seres mágicos em algo parecido com a Caixa de Pandora. Ele precisava proteger seu povo, e sabia que infelizmente, depois de muitos seres mágicos terem morrido na luta, o melhor a se fazer era mantê-los longe do nosso mundo. Pesquisando mais, ele decretou que os seres não ficariam presos para sempre, pois em algum momento viria alguém para libertá-los. Alguém iria achar a caixa, e depois de libertar todos os seres, iria liderar o exército da tribo contra o exército negro, composto por vários demônios, que tinha como chefe o ser de areia.

Rebecca ficou um bom tempo pensando nessa história, andando pela cidade, e acabou se perdendo. Depois de perceber que realmente não sabia ir embora, ligou para sua mãe pedindo que ela a buscasse, e então ela viu coisas que certamente a fariam acreditar que ela estava louca. Um lobo enorme saindo da floresta com a intensão de mordê-la, provavelmente matá-la. E então algo ainda mais insano acontece: um outro lobo a protege, luta com o primeiro até que consiga matá-lo, e então vai embora, como se nada tivesse acontecido.

"E apesar de todos os sons maravilhosos que a natureza tinha a nos oferecer naquela noite, o silêncio que fazíamos era diferente. Não estávamos apreciando, estávamos nos contendo para não nos falarmos. Esse era o pior tipo de silêncio."

Tudo isso acaba sendo coisa demais para ser processada, e ela resolve não contar a ninguém, pois certamente a chamariam de louca. Ela resolve então focar seus pensamentos e suas forças em descobrir quem é o menino que a estava observando durante o intervalo. E ela descobre. Felipe. Um menino que vai chegar em sua vida sem permissão, fazendo com que ela comece a crer em coisas antes inacreditáveis e viva coisas que nunca pensou em viver. E o mais importante: o menino que afirma que a história do livro é real, e ele já encontrou a pessoa destinada a salvar Hatley.




















Nesse resumo parece ter muita informação, mas não é nem um quarto do que acontece no livro. Não quero falar muito por que creio que falar demais estragaria total a experiência. Eu gostei muito de ter entrado nessa leitura sem ter conhecimento do que a história abordava. Apenas sabia que era fantasia e que havia um lobo, o resto foi surpresa total.

Eu amei o enredo do livro. Não é repetitivo, não cansa, a leitura flui e te instiga a continuar lendo. No livro há vários elementos mitológicos com os quais já estamos mais que acostumados, e podem até ser considerados clichê, mas acredite, não são. Primeiramente por que os seres mitológicos, apesar de serem a base da história, não são o foco. A história é focada nas relações pessoais dos personagens durante a corrida contra o tempo para achar a Caixa de Pandora antes que seja tarde demais. E também por que eles são tratados aqui como realmente parte do povo, então por mais que sejam diferentes, basicamente, são tratados da mesma forma que os humano.

Uma coisa que eu amei é que não rola um romance meloso em nenhum momento do livro. Os personagens principais sim sentem atração um pelo outro, mas é uma amizade tão linda, cheia de brincadeiras e tiradas muito engraçadas e creio que esse é o ponto mais forte do livro, conseguir construir um relacionamento que tem sim um interesse romântico, mas que não é meloso. É realmente uma amizade, linda, onde os dois se apoiam e brincam com tudo a todo momento, para que os momentos pesados fiquem mais leves e suportáveis de aguentar.

"— É assim que se descobre se uma pessoa tem ciúmes de você."

Agora quero falar sobre pontos do livro que não me agradaram, e que fizeram com a minha nota não fosse 5. Existem alguns erros de continuidade no início, que não posso falar aqui quais são por que seriam spoilers, mesmo sendo coisas que acontecem no início do livro. Em um momento ela é totalmente cética e nega a existência de todo esse mundo novo, e em poucas linhas, sem uma conversa de convencimento, ela simplesmente diz que aceita e acredita em tudo. Pareceu simplesmente que ela era "maria-vai-com-as-outras" e acreditava em tudo que pedissem que ela acreditasse.

Algo que achei estranho, e talvez não seja um defeito, mas definitivamente não me agradou, foi o drama todo, por parte da mãe, antes de Becca finalmente começar a ajudar o povo de Hatley. Sua mãe não sabia de nada, não poderia saber, então ela não sabia que Rebecca corria risco de vida, então por que agir como se a filha estivesse indo para a câmara da morte, quando ela achava que era um simples passeio? Simplesmente não desceu. Uma coisa que pode ser considerada boba, mas que para mim e provavelmente para os estudantes de psicologia incomoda bastante, é banalização de doenças psicológicas. No livro o termo "bipolaridade" é usado como sinônimo de pessoa que muda muito de opinião. Isso se chama "mudar de opinião", no máximo "falta de caráter", mas NUNCA significa bipolaridade.

São essas as coisas que não me agradaram e que eu posso falar. Teve sim mais algumas coisas, mas seriam spoilers, e não queremos isso aqui. Claro, vou continuar ressaltando os pontos fortes do livro. Eu sempre tenho uma facilidade maior de gostar dos personagens masculinos do livros, por que convenhamos, a maioria das mulheres são retratadas em livros de uma forma tão clichê e batida que é difícil gostar delas. Geralmente quando rola alguma situação que possa causar empatia, em que eu me veja ali, eu começo a gostar mais da personagem feminina, mas como é um livro de fantasia e as situações são bem fora da minha realidade, isso não acontece aqui. O que fez com que eu gostasse mais do Felipe.

Eu gostei muito de todos os cenários do livro, o que é um ponto a mais, pois com fantasia, criar um livro com vários cenários, e todos eles serem agradáveis, não é tão fácil. Não vou dizer onde realmente é, mas meu cenário favorito foi o mais escuro. Creio que quem leu o livro vai entender. Justamente por ser um lugar desconhecido e sem luz.

Creio que o desconhecido desperta mais a curiosidade, não tanto aquela questão de se reconhecer ali, se conseguir se colocar no lugar. O desconhecido é para ser uma aventura, e isso, em fantasia, pode ser muito bem trabalhado, e esse livro é um belo trabalho. Confesso que algumas coisas na revisão, ou na falta dela, me deixaram meio desapontada por que o enredo é muito rico, e ver os erros acabava quebrando o ritmo da leitura.

Livro super indicado. Espero que a autora consiga publicá-lo em alguma editora, pois realmente é uma história muito boa. É um daqueles livros que aquece o coração enquanto você lê. E é possível ver a evolução dos personagens ao longo da história, o que é sempre ótimo. Espero que quem ler tenha uma experiência tão boa quanto a minha. Alguns pequenos detalhes fizeram com que a nota do livro fosse menor, mas são erros que podem ser corrigidos em uma revisão mais cuidadosa, então é um livro que facilmente ganharia as pessoas.




quinta-feira, 1 de março de 2018

Leitura todo dia #44



Mais uma semana de Leitura todo dia, projeto criado pela Nine, com o objetivo de fazer com que os participantes leiam todos os dias, mesmo que sejam poucas páginas por dia. Minha meta geralmente é que a média de páginas lidas por dia fique em 40 e 50, mas nas últimas semanas a minha meta tem sido mais alta. Estou participando de um projeto com a Editora Coerência. Estou sendo a avaliadora do livros que foram mandados para o concurso onde o prêmio é a publicação tradicional do livro, ou seja, todos os custos ficam por conta da editora. Claro, não estou nessa sozinha, foram selecionadas 10 pessoas para avaliarem os livros. Foram enviados cerca de 60 livros, e obviamente é impossível lermos 60 livros em apenas dois meses, mas todos os livros serão lidos, já que são 10 pessoas.

Por causa do projeto com a editora, minha meta essa semana vai ser de 100 páginas diárias. Sei que é algo difícil de conseguir, principalmente por que em dias normais eu leio 40 páginas, mas creio que tudo vai dar certo, já que nas últimas semanas eu tenho conseguido ler sempre mais de 65 páginas por dia em média.




Revista dos Teatros de Machado de Assis - 43 páginas
Idéias Sobre o Teatro de Machado de Assis - 9 páginas
Os Imortais de Machado de Assis - 3 páginas
Hoje Avental, Amanhã Luva de Machado de Assis - 25 páginas
O Códex dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare - 89 páginas
Chuva de Diamantes de Gabriel Elias da Silva - 124 páginas
Livro da Amanda Castejon (ela mandou sem título) - 331 páginas
Moby Dick - 668 páginas












No dia vinte e dois eu li 45 páginas (quatro capítulos) de Chuva de Diamantes. Estou gostando bastante do livro. Não é um dos melhores, mas é um livro bom. Fala sobre alienígenas aqui na terra de uma forma muito divertida, creio que vai funcionar bem para o público infanto-juvenil.

E também li 20 páginas (meio capitulo + dois capítulos + meio capítulo) de O Códex dos Caçadores de Sombras e continuo amando o livro! Li sobre Idris, o país dos Nephilim, e foi bem interessante. Na mitologia criada pela Casandra, Idris fica entre a Alemanha, França e Suíça, mas os mundanos não podem ver por que o país tem uma barreira de proteção tão forte que faz com que não seja visto.





No dia vinte e três eu li 79 páginas (onze capítulos) de Chuva de Diamantes e adorei o livro. Não é um livro super maravilhoso, mas é um bom passa tempo. Gostei bastante do plot twist e creio que os leitores vão ficar surpresos com ele. Eu realmente não esperava que aquilo acontecesse. Foi uma leitura boa, gostosa, apesar de ter sido pesada no final. Livros pesados geralmente me atraem mais, então o final, para mim, foi mais atraente, justamente por que aconteceu muita coisa estranha.

E li 3 páginas (um artigo) de Revista dos Teatros, para o Projeto Machado de Assis.




No dia vinte e quatro eu fiquei sabendo que os livros finalistas para a publicação já estavam selecionados, e que deveríamos apenas ler os quatro finalistas. Como eu já os havia lido, não preciso mais ler nenhum. Quero sim ler todos os livros que foram enviados, mas primeiro eu vou entrar em contato com os autores e pedir permissão para ler os livros, por que acho melhor assim. E claro, pedir permissão para resenhar os livros que eu gostei também! Justamente por saber que eu não iria precisar correr com as leituras, eu me permitir ficar um dia sem leitura. Foi bom, foi como um desintoxicação. Ler todos os dias, principalmente quando é por obrigação, pode ser bem cansativo.




No dia vinte e cinco eu li super pouco. Li 13 páginas (dois capítulos e meio) de O Códex dos Caçadores de Sombras. Li sobre a Cidade do Silêncio, que é a cidade dos Irmãos do Silêncio, e a Cidadela Adamant que é a cidade das Irmãs de Ferro. Os Irmãos são os estudiosos e as Irmãs fazem as armas usadas pelos Nephilim.

E também li 5 páginas (dois artigos) de Revista dos Teatros. É um compilado de críticas que o Machado fez sobre peças de teatros que estavam em cartaz na época, e como eu não li e nunca vi essas peças, acaba sendo cansativo, então não me forcei a ler mais do que isso. Li pouco justamente por que eu demorei MUITO para ler essas poucas páginas. Fiquei quase uma hora e meia lendo, e só consegui ler 18 páginas no dia.




No dia vinte e seis eu li 20 páginas de O Códex dos Caçadores de Sombras, sobre a História dos Nephilim, e foi bem interessante saber como Raziel apareceu pela primeira vez à um humano, e sobre como Jonathan Caçador de Sombras reagiu ao ver o anjo.

E li também 11 páginas (cinco artigos) de Revista dos Teatros. Acho que como eu estou me acostumando a não saber direito sobre o que o Machado está falando, por eu nunca ter visto as peças, consegui ler mais, e espero conseguir terminar as leituras para o Projeto Machado de Assis ainda em fevereiro.




No dia vinte e sete eu li 51 páginas (quatro capítulos) de O Reino de Hatley, da Amanda Cartejon. É um livro de fantasia, até agora não dá pra saber bem quais serão os seres fantásticos, mas estou gostando bastante do livro, por que é bem envolvente, apesar de ter erros de revisão e de certa forma isso atrapalhar um pouco a leitura.

E li também 36 páginas (quatro capítulos e meio) de O Códex dos Caçadores de Sombras, concluí a leitura e inclusive a resenha já está aqui no blog! Para saberem o que eu achei do livro com detalhes, cliquem aqui. Mas já adianto que gostei bastante, porém só recomendo para pessoas que são fãs dos livros da Cassandra. Como o livro não tem enredo, dificilmente alguém que nunca leu os outros livros vai gostar desse.



E no dia vinte e oito eu li 19 páginas (dois capítulos) de O Reino de Hatley. O livro continua bom, encontrei alguns erros de continuação, que não interferiram tanto no andamento da história, mas continua sendo algo chato, né?

Li mais 4 páginas (um artigo) de Revista dos Teatros. Continua cansativo pelo fato de eu não ter visto as peças, e obviamente por a escrita do Machado ser bem rebuscada, então nem me obrigo a ler mais do que eu queira ler. Ler por obrigação acaba fazendo a experiência ser ruim.

E li também 9 páginas (o artigo inteiro) de Ideias Sobre o Teatro. Foi um artigo com citações legais, apesar de continuar na linha mediana para mim, por não ser algo que pessoalmente vá me acrescentar algo, mas creio que quem estuda teatro ou está no teatro vai gostar bastante. Por fim, li 3 páginas (o artigo) de Os Imortais, que fala sobre algumas lendas gregas. Texto interessante, principalmente para quem gosta de Mitologia Grega.





Bom, nessa semana eu consegui ler 318 páginas, que dá a média de 45,4 páginas por dia. Minha meta inicial era maior, mas como no meio da semana eu recebi a notícia de que não precisaria mais ler todos aqueles livros que eu tinha colocado na lista de espera, eu relaxei e li somente o que eu queria. Vou sim ler todos, ou pelo menos a maioria, dos livros que foram enviados para a Editora Coerência, já que eles me enviaram todos os livros que foram enviados para eles, mas primeiro preciso entrar em contato com os autores e pedir autorização para fazer a leitura, e quem sabe, uma resenha.

Foi uma semana mais tranquila em questão de leituras, apesar de que sim, eu tive algumas crises de ansiedade por não estar sendo tão produtiva quanto eu queria, mas eu respeito meus limites. Por mais que eu queira ler 100 páginas por dia, se eu ver que não consigo ler mais que 50, respeito isso e não tento ler mais apenas por ler mais. Leitura tem que ser algo prazeroso, até quando é para algum projeto ou estudo. Quando é puramente por obrigação, não conseguimos absorver o conteúdo direito.


Agora vamos falar sobre o mês de fevereiro! Consegui ler 1879 páginas, o que dá a média de 67,1 páginas por dia! Sim, foi menos do que eu queria, pois eu queria conseguir ler pelo menos 2k de páginas, mas eu gostei da maioria dos livros que li, consegui ler coisas incríveis, e mesmo não conseguindo atingir a meta, eu consegui ler bem mais do que eu leria em um mês normal, já que minha média de leituras por mês é de 1300 páginas. Sei que março não vai ter tanta leitura, e provavelmente isso vá continuar por anos ou até mesmo pelo resto da vida, já que vou começar a faculdade, e depois vou começar a trabalhar, e isso vai fazer com que eu tenha menos tempo para ler, mas espero continuar lendo pelo menos 20 páginas por dia!


Revista dos Teatros - 23 páginas lidas
Idéias Sobre o Teatro - 9 páginas lidas Concluído
Os Imortais - 3 páginas lidas Concluído
O Códex dos Caçadores - 89 páginas lidas Concluído
Chuva de Diamantes - 124 páginas lidas Concluído
O Reino de Hatley - 70 páginas lidas




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ciências Biológicas: Expectativas



Me formei no ensino médio em 2016, e infelizmente a minha nota do ENEM desse ano não permitiu que eu entrasse na faculdade. Foi algo bem ruim para mim, a depressão ficou ainda pior, eu comecei a me achar a pessoa mais burra do mundo por não ter passado. Primeiro quero falar sobre o que eu queria fazer.

Quando eu era criança, queria ser médica, até o momento, entre os 5 e 6 anos, que tive que passar quase todos os dias da semana no hospital e acabei não querendo mais ser médica. Sempre gostei do ambiente hospitalar, provavelmente por que eu tive que aprender a gostar, já que teria que ficar ali por bastante tempo, mas eu acabei não querendo mais. Depois quis ser professora, até começar a estudar. Logo na escolinha infantil eu tive uma grande decepção, uma professora defendia muito uma certa aluna, e brigava com todos que não fossem legais com ela, então aí eu já desisti de ser professora. Depois eu apenas não pensei sobre o que queria ser quando crescesse.

De 2014 à 2015, ou seja, por dois anos, eu quis fazer Medicina Veterinária. Amo muito os animais, mas eu queria fazer esse curso para entrar na Polícia Científica. Depois eu percebi que não era bem isso que eu queria. Se eu mudasse de ideia, não quisesse mais trabalhar na Polícia, eu percebi que não iria querer trabalhar apenas como veterinária, não por não gostar da área, mas naquela época, veterinária parecia demais, too much, para mim, e eu acabei desistindo dessa ideia também.

Então em 2016 eu comecei a pensar seriamente em cursar Psicologia, já que é uma área que eu amo e percebi que a grade curricular me agradava, mas não quanto eu queria. Eu queria um curso que eu gostasse de estudar MESMO, um curso que eu olhasse para a grade e pensasse "É ISSO!".

Quando as notas do ENEM 2016 foram reveladas e as inscrições para o Sisu e Prouni começaram, eu fui pesquisando os cursos que estavam ali sendo oferecidos. Mudei de opção várias e várias vezes. Eu tirei cerca de 588 de média naquele ano, então era óbvio que eu não iria conseguir entrar numa faculdade pública, já que essas faculdades exigem notas altas. Eu não sabia o que fazer, eu só queria entrar em algum curso, qualquer um! Então tentei Odontologia, Jornalismo e Ciências Biológicas. Eu até passei em algumas, mas não no meu estado. Pode parecer besteira, mas eu não teria dinheiro para me manter em outro lugar, meus pais não têm dinheiro para me bancar em outro estado, e temos que contar com a síndrome do pânico que provavelmente me faria voltar para Belo Horizonte. Passei até em Enfermagem, mas no Amazonas.


Eu percebi que tinha uma faculdade legal na minha cidade que oferecia algumas licenciaturas, dentre elas Ciências Biológicas. Ser professora não estava nos meus planos, mas eu percebi que talvez não fosse tão ruim assim.

2017 foi um ano de aprendizado pessoal, principalmente emocional. Não ter passado em Minas me fez perceber que eu não tinha que passar em qualquer coisa só pra dizer que tinha passado, eu tinha que cursar algo que eu amasse, que eu quisesse estudar e que me visse fazendo isso futuramente. Estudando a grade curricular da UEMG, eu percebi que gostava do que as matérias iriam estudar, obviamente não todas, mas a maioria me atraiu. Comecei a pesquisar os campos de trabalho em Biologia, e vi que quero trabalhar com análises clínicas, ou com genética. Como é licenciatura, eu preciso apresentar documentos que comprovem que estudei Patologia, Embriologia, Citologia e algumas outras matérias, e preciso provar uma carga horária mínima que é necessária para trabalhar nessas áreas. Percebi que meu curso oferece essa carga horária mínima, mesmo sendo licenciatura, então creio que não terei problemas grandes com isso.


Agora falando sobre as expectativas realmente, desde março de 2017 eu venho pensando e pesquisando muito sobre vários campos de atuação. Quem acompanha o blog há um tempo sabe que fiz um curso de Meio Ambiente, que durou um ano, e sei que por ter sido apenas um curso normal, não me ensinou tudo que eu preciso saber sobre o assunto, mas como eu gostei, creio que também vou gostar bastante das matérias que envolvem Ecologia e Botânica.

Eu amo Biologia, sempre amei e tive bastante interesse na área, mas não tive bons professores no ensino médio. A professora do primeiro ano basicamente vivia de atestados e não tive mais que 10 aulas com ela ao longo do ano inteiro, o que significa que sempre eram professores substitutos que nos davam aula, e nem sempre eles sabiam explicar a matéria que estava sendo passada, apenas nos jogavam um monte de atividades e era cada um por si.

No segundo ano eu tive um professor bom, ele nos dava bastante prática, íamos ao laboratório estudar anatomia com os bonecos da escola, fizemos pesquisas práticas com Placa de Petri e ele chegou a levar vários animais em vidros, obviamente mortos e mergulhados no formol, mas foi uma aula incrível! Porém, ele também vivia de atestados. Ele era obeso, tinha problemas de saúde em decorrência disso, então novamente ficamos boa parte do ano com substitutos. No final do ano ele fez alguma dessas cirurgias que auxiliam no emagrecimento, então o último bimestre foi metade sem ele.

No terceiro ano, pasmem, não tive professor. Um professor ficou na escola por 2 meses, passou em um concurso e saiu. Depois só tivemos professor no último bimestre, e sim, durante dois bimestres inteiros no meio do ano, ficamos totalmente sem professor, nem substitutos a escola ofereceu. Ou seja, quem não quisesse aprender biologia por conta própria, não iria aprender nada se fosse esperar algo da escola.

Em 2017 eu estudei Biologia sozinha em casa, para ter uma nota maior no ENEM, e funcionou, minha nota foi 633 na média. Tirei 720 na redação! O que abaixou a minha nota geral foi exatas, mas nem fico triste, não sou boa nisso, então sei que a nota não seria grandiosa. Mesmo assim, passei na UEMG e vou fazer licenciatura em Ciências Biológicas!

Além de contar toda a história com instituições de ensino e sobre meus anseios profissionais, quero falar sobre minhas expectativas com cada matéria do primeiro período, e pretendo ir atualizando vocês sobre isso. Como vou fazer licenciatura, pretendo fazer alguns posts "ensinando" as matérias que estou cursando, já que muitas delas exigem que eu faça "formação docente", que é basicamente você ensinar e planejar seu método de ensino dentro da sala de aula, e pretendo praticar isso aqui no blog! Ao final de cada período eu volto para dizer o que achei realmente das matérias e minhas expectativas sobre as matérias que virão. As expectativas estarão sendo baseadas na Ementa, descrição de cada matéria pela UEMG. E ah, são 8 períodos, 4 anos de curso (pelo menos para os que passarem direto).



Leitura e Produção Textual I - O nome da matéria já diz tudo. Basicamente vamos aprender estratégias para ler mais e ter produtividade com isso, o que vai ser bem útil ara mim, e a escrever melhor. Vou aprender também a escrever artigos científicos, ou qualquer outro artigo acadêmico, o que vai ser de extrema importância para que eu consiga postar as coisas aqui no blog. E quem sabe escrever um artigo científico daqui alguns anos. E claro, isso claramente vai me ajudar no TCC.


Iniciação Filosófica - Creio que essa vai ser a matéria mais tranquila do período. Vai falar sobre como a ciência era vista desde a antiguidade até os dias modernos e vai falar bastante sobre ética. Provavelmente vou ter que estudar algumas figuras importantes para a ciência, mas creio que não vai ser tão difícil.


Química Geral - Vai ser basicamente um resumão de tudo que aprendemos no ensino médio, o que não significa que vai ser mais fácil, apenas que em algum momento já vimos isso. Vamos ser honestos e confessar que nem sempre nós aprendemos de fato aquilo que estudamos no ensino médio. Vamos estudar teoria atômica e a estrutura dos átomos, substâncias da tabela periódica, reações e ligações químicas, tudo sobre as moléculas, equilíbrio químico e química orgânica. Me dou bem com quase todos esses temas que citei, então creio que não vai ser tão difícil, mas como é muita coisa, vai ser bem puxado.


Citologia - Essa é a que eu mais quero estudar, com toda certeza! Sei que provavelmente vai ser bem difícil, mas estou empolgada. É o estudo das estruturas das células, ou seja, membrana, citoplasma e núcleo. Quero muito estudar mitocôndrias! Aqui, metade das aulas serão no laboratório, o que significa que usaremos muito o microscópio, o que também me deixa empolgada.


Anatomia Humana Básica - Outra matéria que espero gostar bastante. Vamos estudar sobre anomalias e monstruosidades, estruturas básicas do corpo humano como ossos e órgãos. Sistemas tegumentar, muscular, respiratório etc. E vamos aprender também como ensinar anatomia, o que provavelmente vai nos ajudar muito no aprendizado, já que para ensinar, precisamos saber bem do que estamos falando.


Metodologia do Trabalho Científico I - Vamos aprender a fazer pesquisas científicas, pelo menos a parte teórica dela, sobre como desenvolver e como analisar os resultados obtidos de forma que tenhamos uma conclusão certeira no final. Vamos aprender também técnicas de estudo científico, que espero usar bastante durante todo o curso. E também vamos aprender a montar um trabalho ou artigo segundo as regras da ABNT. Não sei se as regras mudam muito quando é para um artigo científico, mas provavelmente sim, já que a maioria tem um formato diferente.


Bases Histórias e Epistemológicas do Pensamento Biológico - Uma aula bem teórica, sobre como Biologia começou a ser considerada ciência, pensamentos importantes dos últimos dois séculos, avanços nas pesquisas, e a relação entre ciência e sociedade. Vai ser algo bem teórico, mas não creio que vai ser mais fácil.




Essas são as matérias, agora quero falar sobre expectativas gerais. Pesquisei na internet e vi que apenas trotes solidários são permitidos na UEMG, então não terei que me preocupar com isso. Nunca quis participar de trote, mas se for, por exemplo uma doação de sangue, participo sem problemas, mas geralmente eles nem fazem nada.

Sobre as aulas de laboratório. Ainda não comprei meu jaleco, mas vou comprar em breve. Quero um bem simples, sem meu nome bordado, sem o nome do curso, apenas um jaleco simples e branco. Não tenho dinheiro para ficar comprando muitas coisas, e prefiro economizar comprando as coisas mais baratinhas, do que gastar 150 num jaleco e depois não ter dinheiro para comprar os outros materiais necessários. Enfim, expectativas altas para essas aulas, pois é ali que vamos praticar tudo que aprendemos, e espero que meus relatórios sobre as aulas e os próprios projetos no laboratório sejam bons e que eu consiga passar sem maiores dificuldades.

Sei que na faculdade ninguém cobra nada, os professores estão ali para passar a matéria, você anotar ou não é problema exclusivamente seu, e nem espero que algum professor cobre que eu estude. Eu consigo ser organizada com os estudos quando tenho um norte, quando sei qual matéria preciso estudar e por onde começar, e como o professor vai passar essas orientações, creio que vou conseguir estudar bem, na universidade e em casa também, pelo menos nos dias em que eu não trabalhar.

Vi que a bibliografia "essencial" para as matérias é meu extensa. Não sei se vai ser obrigatório comprar os livros. Alguns deles eu achei na internet, e me desculpem, mas sim, baixei alguns pdfs de livros didáticos. Não sei se isso é realmente errado, mas como eu disse, não terei dinheiro para comprar as coisas por enquanto. E quando digo que não tenho, é realmente isso. Eu vou comprar meu material inteiro com 50 reais, e espero que consiga comprar tudo, afinal, vão ser apenas cadernos, canetas e marcadores. Espero que eu consiga aprender todo o conteúdo mesmo sem ter dinheiro para comprar os livros.




Por enquanto, ainda sem ter estudado nada, quero me especializar em Genética ou Embriologia, pois são áreas que me interessam bastante. Em Genética eu gostaria de trabalhar com testes de DNA, e em Embriologia, gostaria de trabalhar com inseminação artificial. Não gosto muito de crianças, mas trabalhar no "desenvolvimento" de uma criança deve ser incrível. E assim eu trabalharia com sonhos, afinal, as pessoas que chegam ali, chegam com a vontade de realizar o sonhos de serem pais. Não tenho o sonho em trabalhar como professora, mas como o estágio em escolas de ensino fundamental e médio são obrigatórios durante os dois últimos anos do curso, eu sei que vou ter que trabalhar com isso por algum tempo, e talvez eu comece a gostar da docência, mas realmente não quero que isso se torne a minha carreira, entendem? Ficaria sim trabalhando em escolas para complementar a renda, ou durante o tempo da especialização, mas depois, provavelmente não voltaria às salas de aula.


Ciências Biológicas me dá a chance de trabalhar em várias áreas, afinal, estudarei a vida, ou seja, qualquer área em que a vida seja o centro, eu posso trabalhar. Claro, não posso fazer o que médicos fazem, não posso fazer cirurgias, e não posso trabalhar como médica veterinária. Mas eu posso sim trabalhar em hospitais, sejam eles para humanos ou para animais, fazendo Análises Clínicas, ou seja, analisando exames. Posso trabalhar em qualquer área da Ecologia e Meio Ambiente, posso me especializar em determinados tipos de animais, como por exemplo, especialização em Biologia Marinha. Posso trabalhar em postos de saúde, verificando os estoques de medicamentos injetáveis e orais, posso trabalhar em prevenção de doenças, fazendo verificações nas casas e empresas sobre focos do vírus/bactéria que passa a doença. Posso trabalhar estudando vírus, bactérias e fungos em laboratório e desenvolvendo pesquisas sobre doenças. Posso trabalhar desenvolvendo pesquisas sobre doenças e medicamentos, e se você fizer especializações em Química ou Bioquímica, posso até trabalhar na fabricação desses medicamentos. As opções são muitas, e saber que estou entrando num curso que me permite trabalhar com todas coisas futuramente, me faz sentir realizada!

Mas não vou mentir, nos últimos meses eu comecei a me apaixonar pelo estudo da Medicina. Não tanto pela prática da profissão, mas pelo estudo das matérias e pela prática delas em laboratório e até mesmo nos hospitais, no final da graduação. Eu sei que pelo menos por enquanto não tenho vocação para ser médica, mas quem sabe daqui alguns 10 anos essa ideia tenha amadurecido e eu realmente curse medicina, nem que seja apenas para cursar e não para exercer a profissão.

Como puderam ver, a maioria dos cursos que já quis fazer eram da área de Ciências Biológicas, então creio que fazer esse curso, além de me abrir portas para trabalhar em várias áreas, pode ser uma boa primeira experiência para que eu possa posteriormente me graduar em algum outro curso dentro da área.

Se você vai começar a cursar Biologia, já cursa, ou pretende cursar, espero que você consiga se encontrar em alguma especialidade depois da graduação, e que aproveite ao máximo toda essa experiência. E claro, que o mercado de trabalho lhe seja gentil, a variedade de possibilidades de áreas onde trabalhar nos dá sim a tranquilidade de conseguir um emprego após a graduação, mas não se esqueça de que você vai ter sim que se esforçar para conseguir um emprego, e também para se manter nele e ter uma boa carreira. Que 2018 seja um ano de novidades e boas experiências acadêmicas à todos!



Do mês / Fevereiro 2018




Frase do mês
"Eu vou estar contigo por toda a Eternidade".



Música do mês
Mentira da Nabrisa com a Cynthia Luz. Apenas ouçam, e se ficarem curiosos, procurem a história por trás da música.



Série do mês























Lucifer! Vi a segunda temporada esse mês e gente, que temporada! Gostei bastante, na mesma intensidade que gostei da primeira. Para quem não sabe, Lucifer é uma série onde o diabo se cansa de comandar o inferno e vai para Los Angeles, e por certos motivos acaba ajudando a polícia em algumas investigações, afinal, ele é ótimo em punir as pessoas. É uma série ótima, principalmente para os que gostam de investigações policiais. Tem bastante humor e sensualidade, afinal, estamos falando de Lucifer Morningstar. A série está atualmente na terceira temporada, mas eu só vou começar a vê-la quando estiver terminada, por que eu suporto esperar por uma temporada inteira, mas não suporto esperar uma semana para ver mais um episódio.



Canal do mês
Tenho alguns canais para recomendar. O primeiro é o da Bruna Luna, que está se graduando em Biologia e dá algumas dicas de estudos e até resumos das matérias no canal dela. Alguns outros canais serão recomendados mais adiante!



Livro do mês

Não vou citar minha leitura favorita, por que apesar de ela já estar na lista de livros lidos, o livro ainda não foi lançado, e o resultado da promoção ainda não foi anunciado, então ainda não posso falar qual foi o livro que a Editora Coerência escolheu como vencedor, e será lançado ainda esse ano. Mas se você acompanha os posts do Leitura todo dia aqui no blog, já sabe qual livro é. Vou falar do livro do mês, do desafio 12 livros para 2018. O Códex dos Caçadores de Sombras, da Cassandra Clare e do Joshua Lewis. Foi uma leitura ótima, me diverti bastante lendo e aprendi muito sobre o Mundo das Sombras. Recomendo à todos os fãs dos livros da autora.





Look do mês




















Quando eu era criança minha mãe fazia tranças no meu cabelo quando ele estava "ruim demais pra ficar solto", o que significa que ele estava no estado natural de cacheado dele, que é muito volumoso e com frizz. Obviamente há 15 anos atrás, cabelos assim não eram tão bem vistos, então eu andava muito de trancinha quando era criança. Esse mês, anos e anos depois de fazer a última trança no cabelo, resolvi trançar o cabelo todo, e adorei o resultado. Como eu fiz as tranças apenas com o meu cabelo, sem comprar mais cabelo para que as tranças ficassem mais cheias, as tranças foram poucas e ficaram sem volume, mas eu amei. Me amei ver assim. E confesso que só quis fazer essa trança por causa do grupo "Com que trança eu vou?" do Facebook, que fala sobre representatividade negra, e funcionou bastante!



Inspiração do mês
Quero citar duas pessoas incríveis, de nichos diferentes, mas que creio que muitos vão gostar. A primeira é a Tati Martis do canal WebTvBrasileira, que é uma inspiração no sentido de ir buscar a verdade das coisas antes de falar. Ela tem um canal de fofoca, onde ela dá a opinião dela, faz entrevistas etc, mas ela sempre procura saber das coisas direitinho antes de falar e fazer os vídeos. E o melhor, é tudo ao vivo! Fica gravado também, então se você não puder acompanhar ao vivo, pode ver depois, mas gosto disso, desse compromisso de estar ali de segunda à sexta às 20h.

E a segunda pessoa é Monalisa Nunes, que é estudante de Medicina, e vai se formar (se Deus quiser) no final desse ano. Ela faz vlogs mostrando os estudos e mostrando a rotina dela como interna. Para quem não sabe, os últimos dois anos da faculdade de Medicina são internatos, você vive inteiramente para os estudos e aplicação do que aprendeu. No internado os estudantes têm contato direto com o que escolheram como profissão, então eles "trabalham" nos hospitais, realizam coletas, pedidos de exames, fazem acompanhamento de pacientes, assistem cirurgias e às vezes até conseguem realizar suturas ou pequenos cortes, então os vídeos dela são incrivelmente legais! Ela me inspirou a gostar ainda mais, me apaixonar, pela Medicina. Na verdade por Ciências Biológicas como um todo. Eu sei que hoje em dia eu não conseguiria fazer Medicina, pois exige, como disse, que você viva 100% do seu tempo para a faculdade, mas penso sim em daqui alguns anos, cursar Medicina. Como eu agora sou oficialmente uma estudante de Ciências Biológicas, pela UEMG, e vou poder trabalhar com Análise Clínica quando terminar a graduação e portanto, vou trabalhar em num ambiente hospitalar, creio que vou adquirir experiência e sabedoria, e então ver se eu realmente saberia lidar com essa vida de dedicação completa à Ciência.



Foto do mês
Esse mês infelizmente não teremos a foto do mês. Eu passei 95% do mês sem celular, por que o meu está com a entrada do carregador estragada, e só nos últimos dois dias é que eu consegui carregá-lo, e além de não ter tido tempo de sair de casa nesses dias, estava chovendo. Vamos torcer para que março seja um mês incrível!




Créditos das fotos aos donos.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Resenha: O Códex dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare



Título: O Códex dos Caçadores de Sombras
Título original: The Shadowhunter's Codex
Autor: Cassandra Clare e Joshua Lewis
Editora: Editora Galera Records
Ano de publicação: 2013
Ano de publicação no Brasil: 2014
Número de páginas: 274
Preço:R$ 42,90
Nota: 4/5




Esse livro foi feito para os leitores que gostaram de Os Instrumentos Mortais. Eu vi apenas o filme que foi feito baseado no primeiro livro, Cidade de Ossos, então só sei o início da história. Já li a trilogia As Peças Infernais, que se passa em Londres, séculos antes de Os Instrumentos Mortais, então já estava bem familiarizada com o universo criado pela Cassandra, já conhecia todos os termos e sabia bastante sobre algumas coisas da História dos Nephilim. Porém, não recomendo que façam como eu fiz. Recomendo que leiam pelo menos os dois primeiros livros de Os Instrumentos Mortais antes de ler o Códex. Não recomendo que leiam essa resenha antes de ver o filme ou ler pelo menos um livro da série!

"Por meio deste, juro:
Serei a Espada de Raziel e a extensão do seu braço para combater o mal.
Serei o Cálice de Raziel e oferecerei meu sangue à nossa missão.
Serei o Espelho de Raziel; quando meus inimigos me virem, que enxerguem sua face na minha.
Por meio deste, prometo:
Servirei com a coragem dos anjos.
Servirei com a justiça dos anjos. 
E servirei com a misericórdia dos anjos.
Até a morte, serei Nephilim. Comprometo-me neste Pacto como Nephilim e dedico minha vida e minha família à Clave de Idris." _ Página 4 do Códex.

Nesse livro, Clary, Simon e Jace fazem anotações. O Códex é um livro didático onde os novos Nephilim ficam sabendo sobre tudo que precisam para serem Caçadores de Sombras, e para deixar a nossa leitura menos chata, os personagens principais de Os Instrumentos Mortais anotam o que eles acharam sobre os capítulos. E no final dos capítulos existem algumas "atividades", perguntas à serem respondidas, que Clary responde, e os meninos comentam as respostas dela, então é um livro bem informativo e divertido.

O Códex é um compilado de tudo que os novos Nephilim precisam saber sobre a vida que os espera, portanto, é um livro de iniciação, e tudo que é dito ali precisa ser absorvido pelos Nephilim. Nephilim são pessoas, humanos, que beberam do Cálice do Anjo Raziel, e se tornaram metade humanos, metade anjos. Portanto, conseguem ver demônios, reconhecer vampiros, lobisomens e fadas. E claro, outros Nephilim.
























Aqui ficamos sabendo sobre toda a História dos Nephilim, do início até os últimos tempos. Jonathan Caçador de Sombras foi o primeiro, foi o Nephilim que recebeu o Cálice diretamente de Raziel, em uma situação em que ele já estava sem esperança, e recebeu a missão de livrar o mundo dos demônios.

Como tudo no mundo, as coisas vão mudando. No início os Caçadores eram impiedosos, matavam não somente demônios, mas os outros membros do Submundo também. Não era obrigação deles matarem, mas não havia nada que os impedissem, já que Raziel os deu a missão de proteger os mundanos, ou seja, humanos que não sabem da existência do Mundo das Sombras, mas com o passar dos séculos, leis de proteção foram criadas. Os Caçadores de Sombras não precisam viver para proteger os membros do Submundo, mas não podem matá-los, e podem ajudá-los se for preciso.

"Coloque-me como um selo sobre teu coração, como um selo sobre teu braço: pois o amor é tão forte quanto a morte, e o ciúme é tão cruel quanto o túmulo." _ Página 186 do Códex.

No Códex, lemos e aprendemos sobre todas as raças conhecidas, ou seja, anjos, humanos, vampiros, lobisomens, nephilim e alguns tipos de demônios. Também lemos sobre Magia Angelical e Magia Demoníaca e sobre rituais e cultos macabros que os mundanos fazem aos demônios, achando que os demônios vão ajudá-los a conseguir o que querem, quando na realidade, se conseguirem vir à Terra, os demônios certamente vão matar aqueles que o invocaram. Mas na maioria dos casos a invocação não é completada, pois humanos não conhecem magias fortes o suficiente para invocação de demônios.

Outro assunto abordado é a geografia de Idris, o país dos Nephilim, onde o primeiro Nephilim, Jonathan Caçador de Sombras foi "criado". O país parece ser incrível e obviamente, é muito mágico. Fala sobre as leis que eles têm que obedecer, dos juramentos e falam também sobre os Irmãos do Silêncio e sobre as Irmãs de Ferro. Os Irmãos são homens que dedicam a vida aos estudos e à medicina, e as Irmãs são as mulheres que passam suas vidas, ou boa parte delas, fabricando as armas que os Nephilim usam.


























O livro aborda tudo que um Nephilim novo precisa saber, e aborda tudo isso de uma maneira simples, não precisei reler nenhum parágrafo para entender o que o livro dizia, mas novamente, isso aconteceu por que eu já estava familiarizada com o universo. Se você ainda não leu nenhum livro da Cassandra, não leia esse primeiro! Ele está cheio de spoilers sobre Os Instrumentos Mortais e também sobre As Peças Infernais, já que o Henry foi muito importante em várias pesquisas.

Gostei bastante do livro, foi uma leitura séria e ao mesmo tempo bem divertida, mas só recomendo aos que além de já terem lido pelo menos dois livros de Os Instrumentos Mortais, seja realmente fã desse universo. O livro não vai acrescentar nada à história, no sentido de que ele não tem um enredo, é realmente um livro didático com algumas anotações de humanos adolescentes. E um vampiro. Então, só leia se você for fã. Como eu tenho o desejo de ler todos os livros da Cassandra Clare, ler esse livro vai me ajudar por que quando eu for ler os outros, já vou saber de tudo sem necessariamente precisar que o personagem explique.






















Agora falando sobre a parte física do livro, que é simplesmente incrível. O meu livro não tem efeito holográfico, e não sei se ele título específico teve alguma edição holográfica. A capa é incrivelmente linda, com o Raziel saindo das águas com os Instrumentos Mortais nas mãos, tudo em tons bem frios e sombrios. Na parte de dentro da capa temos uma imagem da Clary com o Jace, e na parte de dentro da contra-capa, temos uma imagem dos personagens de As Peças Infernais, "brincando" no Instituto de Londres.

Dentro do livro, durante todo o livro, existem várias ilustrações, feitas por ilustradores diferentes. Algumas ilustrações seriam o que Clary desenhou enquanto lia, outras são realmente parte do livro e ilustram lugares e criaturas. No início de cada capítulo temos uma ilustração grande que nos fala um pouco sobre o que podemos esperar no capítulo que vai se iniciar. Ou seja, temos de tudo: imagens de anjos, de vários tipos de demônios, dos Instrumentos Mortais, de Idris, dos Irmãos, das Irmãs, de Fadas, Vampiros, Lobisomens, de armas, dos próprios Caçadores e até mesmo dos mundanos. Todas as imagens são lindas, e creio que ilustradores e desenhistas vão amar essa parte.


A diagramação do livro está impecável. Tudo se encaixou na folha de uma maneira incrível, até mesmo as anotações, que ficam espalhadas pela página. O espaçamento lateral, superior e inferior, e entre as linhas está ótimo e a fonte é grande. E para completar a maravilha, as folhas são amareladas, então não vai ser uma leitura cansativa para seus olhos!

"Anotação de Clary
Fui Marcada por um menino muito bonitinho, com um terrível impulso por controle. Não me lembro, porque estava praticamente inconsciente, mas todos estavam furiosos com ele quando acordei. Fim. Com amor, Clary.
Anotação de Simon
Meu Deus, o amor de vocês é tão épico." _ Página 198 do Códex.

Concluindo, é um livro ótimo, fácil de ser lido, com uma linguagem bem fácil de ser entendida, mas por falar de mitologias, pode confundir muito quem não teve nenhum contato com o universo criado pela autora. É um livro que recomendo muito à quem gostou dos livros da Cassandra, principalmente se você for ilustrador ou desenhista, pois ali você vai encontrar uma infinidade de inspirações, tanto nos próprios desenhos, quanto no que está escrito. E lembre-se: os mundanos não devem ver esse livro, nem saber da existência dele!