quinta-feira, 7 de março de 2019

Resenha: A Morte de Ivan Ilitch de Liev Tolstói




Título:A Morte de Ivan Ilitch
Autor: Liev Tolstói
Editora: Editora 34
Ano de publicação no Brasil: 2009
Número de páginas: 96
Onde encontrar: Skoob
Nota: 5 / 5


A Morte de Ivan Ilitch é uma novela escrita por Tolstói, ou seja, é um livro com uma história curta, porém não curta demais para ser um conto. O livro começa já no velório de Ivan, em sua própria casa, sendo narrado pelos olhos de um amigo. Ao redor do caixão estão algumas pessoas, se despedindo, mas que não ficam ali por muito tempo. Cada pessoa entra, se despede e vai para a área comum da casa, onde estão todas as outras pessoas que já se despediram do morto.

"A vida e Ivan Ilitch era das mais simples, das mais vulgares e, contudo, das mais terríveis. Juiz do Tribunal, falecia aos quarenta e cinco anos"

Do segundo capítulo em diante, acompanhamos a vida de Ivan, desde os primeiros anos até o momento de sua morte. Todas as pessoas que olhassem para Ivan diriam que ele tem uma vida ótima, tem dinheiro, uma casa maravilhosa e uma família linda, mas os que o conhecem de verdade sabem que não é bem assim.

Ivan sempre almejou o cargo de juiz, viveu sua vida pensando que conseguir esse cargo seria algo que mudaria sua vida, que o faria finalmente ser realmente feliz. Ele consegue o cargo, e percebe que com o cargo ele apenas ganhou mais responsabilidade. E dinheiro. Mas não conseguiu felicidade verdadeira. Com o dinheiro do novo cargo, Ivan consegue comprar uma casa maior para a família, do jeito que sempre sonhou, porém, querendo resolver tudo sozinho para não atrapalhar a esposa ou os filhos em nada, ele acaba caindo e se machucando enquanto estava decorando a casa. E vou parar por aqui, por que não quero acabar com a diversão da leitura de vocês.

"Na verdade, havia ali o mesmo que se encontra nas casas de gente remediada, mas que pretende aparentar opulência e apenas consegue que se pareçam extraordinariamente umas com as outras: tapeçarias, ébano, plantas, pesados bronzes, cores escuras ou vivas, enfim, tudo aquilo que as pessoas de certa classe possuem para se parecer com as pessoas da mesma classe"



Algo muito interessante, pelo menos para mim, é o fato de já no título o autor dizer que Ivan morre, pois não há surpresas. É uma leitura totalmente sem surpresas, anti-clímax, e mesmo assim é uma leitura maravilhosa. E claro, além disso, há o fato de que o primeiro capítulo do livro já se passa no velório de Ivan, então a todo momento nós somos lembrados do fato de que o momento principal da história já aconteceu, e que não há como mudar isso.

Creio que a graça, o legal do livro, não é exatamente o que acontece, mas como acontece. Iniciamos a leitura já sabendo que Ivan morre, mas não sabemos ainda o motivo certo, ou como isso aconteceu, e descobrir isso é o legal da história.

A leitura acaba sendo um pouco pesada, justamente por já sabermos o que vai acontecer. E principalmente nos últimos momentos de vida de Ivan, a leitura se torna angustiante. O maior medo de Ivan era morrer, e quando está quase acontecendo, ele surta. Isso não vai atrapalhar em nada a leitura de vocês, pois como eu disse, o propósito da leitura é descobrir como as coisas acontecem, e o que acontece, já que o fato principal nós já sabemos desde o título do livro.

"A coisa não mudava. Se brilhava um raio de esperança, logo vinha um tempestuoso mar de desespero e sempre aquela dor, sempre aquela agonia invariavelmente"

As últimas páginas são pesadas por que sabemos o que nos aguarda no final e sabemos que não é algo feliz, e isso é o que faz valer a pena a leitura do livro, mesmo que o autor já tenha nos entregado o acontecimento principal. Por que a nossa reação sobre a morte nunca é boa, geralmente é angustiante, nos dá medo e nos deixa apáticos, e lendo o livro eu consegui sentir tudo isso.

É uma leitura que eu recomendo muito à todas as pessoas, creio que todos os tipos de leitores conseguirão gostar do livro. E é um ótimo exercício para aquelas pessoas que sentem quase fobia de spoilers, pois nessa leitura você tem que lidar com o fato de que o autor diz no título do livro que o personagem principal morre. Os que gostam de drama vão amar esse livro! Recomendo a todos que querem uma leitura diferente. Lembrando que é um livro antigo, então a linguagem é mais rebuscada, mas não é algo assustador que você precise de dicionário para ler. Fica aqui a dica de leitura de um livro russo maravilhoso!


segunda-feira, 4 de março de 2019

Do mês / Fevereiro 2019




Frase do mês
"- Deus?
- Estou na cozinha, Mackenzie. Basta seguir minha voz"

Vocês não fazem ideia do quanto eu chorei apenas por ler essas duas frases. Deus é lindo demais.


Música do mês
Nosso Xote, é uma música muito gostosinha de se ouvir e ficar agarradinha no seu amorzinho enquanto dançam forró.



Filmes do mês
A Sereia - Lago dos Mortos. Gostei por que a história do filme segue várias das lendas sobre as sereias, ou seja, a sereia do filme não é legal, e sim, ela mata. Obviamente é um filme de terror, e mesmo não gostando do gênero eu consegui gostar do filme. Não tem muitas cenas realmente aterrorizantes ou de sustos, mas o clima inteiro do filme é de terror.
























Canal do mês
Thais Bergmann, descobri o canal dela nos primeiros dias de fevereiro, e adorei o conteúdo dela. Ela fala sobre leitura, e posta vlogs de leitura muito frequentemente, que são os vídeos que eu mais estou gostando de ver ultimamente.


Livro do mês
A Cabana. Quem acompanha os posts do Leitura todo dia sabe que eu sou simplesmente apaixonada por este livro! É um dos meus livros favoritos da vida, e foi uma releitura para mim. Este livro é algo transformador



Inspiração do mês
Não tenho exatamente uma pessoa específica como inspiração, mas quero colocar aqui todas as pessoas que trabalham a espiritualidade delas de forma única e não necessariamente de forma religiosa. Eu acho lindo, de verdade, pessoas que não dependem da religião para serem boas pessoas, para ter uma espiritualidade forte e para serem pessoas de luz. Acho que ficar dependente da religião acaba deixando as pessoas meio doentes, por que se algo na religião delas não as faz bem, elas simplesmente "quebram". Acho legal a gente se sentir dependente de algum ser, no meu caso esse ser é Jesus, e não o trocaria por nada, mas faço práticas espirituais que não necessariamente tem a ver com o cristianismo. Por exemplo, eu acredito na Lei da Atração e utilizo ela ao meu favor, faço meditação com Ho'oponopono, acredito em vários espíritos guias e por aí vai. Meu coração sempre vai ser de Jesus, e sempre farei tudo que puder para adorá-Lo, mesmo que a minha forma de fazer isso não seja a convencional. Acho que cuidar da nossa espiritualidade, fazendo meditações, afirmações positivas, orando sempre, e fazendo limpezas espirituais periodicamente é essencial tanto quanto frequentar algum tipo de culto.


Look do mês
Fazia um tempinho já que eu não usava meu jaleco. Feliz por usá-lo novamente, porém só de olhar a foto já sinto o calor.



Unhas do mês
Queria colocar uma cor bem sóbria e algo divertido por cima, então pintei a unha de cinza. Peguei o aplicador do esmalte vermelho, tirei todo o excesso, até deixar o aplicador quase sem esmalte, e passei na unha sem pensar muito no que eu estava fazendo ou em como ia ficar. E pra finalizar a arte, passei um pouco de glitter 3D da mesma forma que passei o vermelho. No dedo anelar eu passei o cinza e o glitter por cima. E claro, passei extra brilho depois em todos os dedos.

























Comida do mês
Bolo de côco com cobertura de chocolate e sorvete de flocos.





















Foto do mês
Minha universidade. Pelo ângulo de uma pessoa que estava sentada na portaria esperando o pai chegar pra tirar ela da chuva.



domingo, 3 de março de 2019

Resenha: Colombo de Manuel de Araújo Porto-Alegre

Machado de Assis, que escreveu uma crítica sobre este livro aqui resenhado.

























Título: Colombo
Autor: Manuel de Araújo Porto-Alegre
Ano de publicação no Brasil: 1866
Número de páginas: 451
Onde encontrar: ??
Nota: 3 / 5



Colombo é um poema épico, o que significa que o livro inteiro é composto por apenas um poema bem extenso. À nível de curiosidade o poema conta com mais de 20 mil versos, ou seja, ele é realmente bem grande. O livro se passa primeiramente na Espanha, onde Cristóvão Colombo, o personagem principal está. Após um duelo, ele precisa sair do país, e diz que vai explorar novas terras, onde o homem ainda não colonizou. 

"Nas mãos do fanatismo há de estragar-se.
Conheço o gênio iberio: como a Europa,
Se alimenta de insanos preconceitos
Que eu farei reviver, para abate-lo"

Ele fica sabendo de uma ilha, onde há o registro de apenas outra pessoa ter pisado, e dizem que essa pessoa foi amaldiçoada e, ou nunca conseguiu sair da ilha, ou morreu. Isso faz com que Colombo fique curioso, e vá até essa determinada ilha descobrir o que há ali, e tentar colonizá-la

Porém quando se aproxima da ilha, coisas estranhas começam a acontecer e ele acaba se vendo sozinho ali, sem seu navio e sem sua tripulação. Colombo possui muita fé em Cristo, e crê que tudo vai acabar bem. Então um anjo se aproxima, e com toda a sua graça e beleza, faz com que Colombo se interesse, mas logo percebe que quem está ali não é exatamente um anjo. E este "anjo" o levará até um lugar novo, para seduzir Colombo a fazer o que ele pede.

"[...] deixa os sonhos
Delírios da esperança, e vem comigo
Na fonte do real beber mais lume"

Esse é o enredo básico da história. Há muitos detalhes no poema. Já entrando na crítica sobre a escrita do autor, gostaria de dizer que é bem arcaica, já que foi escrito há dois séculos. Além disso, a escrita é muito descritiva, e seria algo bom, porém em alguns momentos acaba sendo descrição demais, além da conta, sem motivo aparente. Em vários momentos os personagens que vão aparecendo, descrevem lugares, e é sempre com muita descrição, do nível de falar sobre o vento que sopra em tal lugar. Creio que descrições sempre ajudam as histórias a ganharem vida, deixam tudo mais interessante de ler, mas exagerar pode fazer a leitura ficar cansativa e chata, o que aconteceu com a leitura de Colombo.

Por vezes, coisas que não tem a mínima importância para o desenrolar da história ganham vários versos de descrição, o que nos primeiros momentos eu vi como coisas boas, mas quando vai acontecendo cada vez mais ao longo da história, fica realmente chato.

Outra coisa que me fez não gostar tanto do livro é que existem inúmeras citações à personagens épicos da antiguidade, e da era medieval, o que significa que em alguns momentos há citações à pessoas que foram importantes para o Império Romano, Império Chinês, descoberta de terras há vários séculos atrás, e quando não existem notas de rodapé a leitura disso tudo se torna confusa. Pense que em um canto (capítulo) há cerca de 20 referências, e que em todas elas você terá que parar a leitura e ir ao Google pesquisar quem foi aquela pessoa e por que ela é tão importante ao ponto de ser citada mesmo tendo morrido há décadas ou até mesmo séculos. Isso empobrece a leitura. 

"- Sou Rei, sou a lei viva; ajoelhai-vos;
Eu sou vosso Senhor; sou Deus na terra,
Vossa mente sou eu; eu só vos guio -"

Gostei do livro, do enredo e de como algumas coisas são abordadas mais pro meio do livro. O lugar para onde Colombo é levado é fascinante, e nesse lugar, cada descrição e cada detalhe vale a pena ser lido, pois realmente é algo diferente, que nos chama a atenção. O personagem que leva Colombo à esse lugar foi meu preferido, simplesmente por que a sinceridade dele faz com que ele muitas vezes fale coisas muito ruins, e ele faz com tanta naturalidade que não percebe que está sendo rude.

"O mar e a terra
O seu nome encherão de eterna glória;
O seu nome o futuro e a história abrange;
Rainha de Rainhas, lustre, orgulho
Do sexo encantador"

Recomendo aos que gostam de poemas épicos, e basicamente somente à esse público. Creio que a maioria das pessoas, principalmente se não estiver familiarizada com o tipo de texto, não conseguirá aproveitar a leitura. Claro que se você ficou intrigado com essa resenha, pode sim ler o livro, ou continuar a ler caso já esteja lendo, mas tenha em mente que é um livro que poucas pessoas, hoje em dia, vão conseguir gostar, inclusive, na crítica que Machado de Assis fez ao livro, ele diz que quando este foi publicado, poemas épicos já não eram a moda há tempos. Por ser um livro que praticamente se perdeu na história da literatura, não há nenhuma resenha sobre ele na internet, e encontrar informações sobre ele é quase impossível. De forma que a leitura dele acaba sendo ainda mais difícil, pois não há com quem conversar, basicamente. Indico à leitura aos que quiserem ler, claro, mas principalmente aos que já estão familiarizados com poemas épicos.



sexta-feira, 1 de março de 2019

Leitura todo dia #90


Última semana de fevereiro, e mais uma semana de Leitura todo dia. Como sempre, minha meta de leitura é ler 35 páginas por dia, ou seja, 245 páginas nesta semana. Não sei se conseguirei ler tudo que quero, mas quero ler os livros listados abaixo.



A Solidão Sente Fome - 34 páginas restantes
A Cabana - 121 páginas restantes
De Volta à Cabana - 240 páginas restantes
Encontre Deus na Cabana - 174 páginas restantes













No dia vinte e dois eu li 34 páginas de A Solidão Sente Fome, e concluí a leitura do livro. Como eu havia dito no post anterior, eu comecei a ler este livro por que havia esquecido o livro que estava lendo. E como já o havia começado, terminei um dia depois.

E li também 7 páginas de A Cabana (meio capítulo) e estou amando o livro. Sei que estou demorando bastante para lê-lo, afinal eu deveria ter terminado a leitura nesse dia, mas acho que lê-lo aos poucos, mesmo que acabe demorando um pouco mais pode ser legal também. É muita emoção em poucas páginas do livro, e eu acabo querendo refletir sobre isso e demoro mais a ler.



No dia vinte e três eu li 21 páginas (dois capítulos e meio) de A Cabana. Estou amando muito o livro. Mesmo já sabendo de tudo que vai acontecer, cada página á uma nova descoberta. Li esse livro quando eu estava começando a ler sempre, ainda adolescente. Hoje minha visão de mundo mudou muito, então mesmo sendo uma releitura, estou descobrindo várias coisas novas.



Já no dia vinte e quatro eu li apenas 15 páginas (dois capítulos) de A Cabana. Queria ter lido mais, mas preferi ficar com meu namorado. Leitura é uma das minhas prioridades na vida, mas estar com as pessoas que eu amo, ver um filme ou série de vez em quando, sempre serão as prioridades do topo da lista, então prefiro deixar a leitura um pouco de lado às vezes.



Infelizmente no dia vinte e cinco não houve leitura. Passei o dia inteiro fora de casa, cheguei de noite, mas como algumas pessoas estavam aqui de visita, eu acabei não conseguindo ler. No dia vinte e seis eu li 24 páginas (dois capítulos) de A Cabana e estou me apaixonando novamente por Jesus principalmente. Assim como o Mack, me apaixonar por Jesus é mais fácil, por me apaixonar por uma pessoa é obviamente mais fácil e mais palpável do que se apaixonar por um Grande Espírito. Sim, amo Deus e o Espírito Santo, mas minha relação com Jesus é algo extraordinário. Tudo é sobre Ele. Ler este livro está me fazendo super bem.




Já no dia vinte e sete eu li 54 páginas (oito capítulos) de A Cabana e concluí a leitura do livro. Eu chorei em alguns momentos da leitura, principalmente no capítulo do grande perdão. Esse livro foi extremamente no meu processo de cura interior e entendimento do perdão há alguns anos, e relendo ele eu senti várias emoções novamente. Eu recomendo muitíssimo que todos leiam esse livro.



E no dia vinte e oito eu li 20 páginas de Tempo de Imperfeição da Lilian Vaccaro. Devo dizer que não estou tão animada para essa leitura por que já nas primeiras páginas encontrei erros de continuação da história. Uma hora ela diz que tal coisa aconteceu quando ela tinha 13 anos, depois tinha 15 e depois diz que tinha 14. Achei essa parte bem mal escrita. Espero que melhore ao longo da leitura.



Nesta semana eu consegui ler 175 páginas, o que dá uma média de 25 páginas por dia. Sim, é uma média bem abaixo da minha meta diária, mas fico feliz por ter lido um livro incrível nesses dias! Ao todo, li 1174 páginas em fevereiro, o que dá uma média de 41,9 páginas por dia! Fico muito feliz com esse resultado, pois está acima da média que eu estabeleci para este ano. Que março nos traga leituras incríveis!



A Solidão Sente Fome - 34 páginas lidas  Concluído
A Cabana - 121 páginas lidas Concluído
Tempo de Imperfeição - 20 páginas lidas




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Resenha: Os Deuses de Casaca de Machado de Assis

























Título: Os Deuses de Casaca
Autor: Machado de Assis
Editora: Domínio Público
Ano de publicação no Brasil: 1866
Número de páginas: 34 páginas
Onde encontrar: Ministério da Educação / Skoob
Nota: 3 / 5



Os Deuses de Casaca é uma peça teatral em que os personagens são os deuses do Olimpo, ou seja, greco-romanos. Eu sou bem mais familiarizada com os nomes gregos deles, como Zeus, Hélios e Eros, e no teatro os personagens têm os nomes romanos, ou seja, Júpiter, Apolo e Cupido. O fato de eu saber quem eram os personagens, mas não conseguir identificá-los, por causa dos nomes diferentes, foi algo que atrapalhou um pouco a leitura no início. Eu tentei ficar identificando os deuses, até que desisti disso e comecei a apenas ler a história sem me preocupar com quem era Marte ou Minerva. 

O enredo é bem simples. Os deuses se reúnem no Olimpo para conversarem sobre diversos assuntos, e o principal é sobre o que é a humanidade e o que é ser "humano". É uma discussão muito legal, mas infelizmente não posso falar nada sobre, por que seria spoiler.

"Dos fracos não carece o Olimpo" _ Página 7.

A graça aqui se dá pelo fato de serem deuses falado, e de serem deuses com os quais nós temos bastante contato, principalmente os "principais" que aparecem em vários filmes e jogos. Claro que nem todos têm algum tipo de contato com culturas, crenças e mitologias de outros países, mas os deuses greco-romanos são figuras que chegam até nós de maneira mais fácil do que deuses siberianos, por exemplo.

É uma boa peça teatral, e vê-la sendo performada com certeza faria tudo ficar mais bonito. Como eu apenas li, não foi uma experiência tão mágica quanto penso que seria vendo o teatro acontecer. Gostei do livro, mas não o amei. Achei muito interessante a maneira como a paixão muda tudo na vida dos deuses, e de como as opiniões alheias também mudam bastante a percepção deles sobre o mundo. Os seres humanos são tratados como seres inferiores, obviamente, mas no final tudo isso acaba mudando.

"Caça, mas não veados:
Os novos animais chamam-se namorados" _ Página 31.

Recomendo aos que querem ler a obra do Machado de Assis; aos que gostam de ler peças teatrais; obviamente também recomendo à todos que gostam de deuses greco-romanos e gostaria de vê-los em situações bem humanas, comuns do dia a dia, mas princialmente recomendo à todos que procuram uma leitura rápida e leve, em que você não precisa ficar pensando demais e vai acabar rapidinho.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Leitura todo dia #89


Outra semana de Leitura todo dia! O projeto foi criado pela Nine Stecanella, e tem o objetivo de fazer a leitura se tornar um hábito diário. Minha meta pessoal para 2019 é ler 35 páginas por dia, o que dá uma meta semanal de 245 páginas, mas claro que a gente sempre quer ler um pouco mais, né?

Os Deuses de Casaca - 34 páginas restantes
Ao Acaso - 114 páginas restantes
A Cabana - 176 páginas restantes
De Volta à Cabana - 240 páginas restantes

Como podem ver, escolhi quatro títulos para ler nessa semana, mas creio que consigo ler sem maiores problemas, até por que são livros pequenos. Os dois primeiros são a minha prioridade, já que são do Projeto Machado de Assis, e são livros que ficaram sobrando de dezembro de 2018, então está mais do que na hora de eu lê-los.














No dia quinze eu li apenas 15 páginas (oito capítulos) de Os Deuses de Casaca, do Machado de Assis. Li bem pouco pois estava na casa do meu namorado e preferi passar o dia aproveitando ele. Já no dia dezesseis eu li bastante. Li 19 páginas de Os Deuses de Casaca e concluí o livro! É um teatro sobre como os deuses greco-romanos se tornaram humanos. Gostei bastante da leitura por que é algo bem divertido de se ler. Fiquei um pouco confusa com os nomes, pois o autor utiliza os nomes romanos, e eu só conheço os deuses por seus nomes gregos, mas dando uma olhadinha no Google tudo fica resolvido.

E li também 84 páginas (uma revistinha inteira, nove histórias) de Cebolinha, volume 35. Achei a revistinha jogada no sofá da casa do meu namorado e resolvi ler para passar o tempo. Adorei! Amo muito A Turma da Monica. Não tiveram histórias marcantes, mas foram todas gostosas de ler.



No dia dezessete eu li 47 páginas (quatorze capítulos) de Ao Acaso, uma coletânea de notícias que o Machado de Assis escreveu para o jornal do Rio de Janeiro na década de 1860. Na realidade é um compilado de comentários que ele fazia às notícias da semana. Já li várias coisas do tipo que o Machado escreveu e a sensação é sempre a mesma, como eu não conheço as pessoas que estão nas notícias, não é nada empolgante, mas é bom ficar sabendo do que acontecia na época.



E no dia dezoito eu li 67 páginas de Ao Acaso e concluí a leitura do livro. Foi uma leitura "ok", não amei e nem odiei a leitura, foi bom ler sobre as notícias do nosso passado, principalmente por que algumas coisas parecem cíclicas, acabam acontecendo de novo. Dentro da política várias coisas continuam as mesmas. Corrupção sempre foi um problema no nosso país. É bom ler sobre isso.



Já no dia dezenove eu li 20 páginas de O Curioso Canto do Pássaro, do Adalclê. Foi um conto muito bom, fofinho, e bem leve. Quase infantil eu diria, mas foi gostoso ler. Li ele assim que acordei, e foi muito gostoso por que fez meu dia já começar mais leve.

E depois li 24 páginas (três capítulos) de A Cabana do William P. Young. É uma releitura pra mim. Foi um livro extremamente importante pro meu processo de cura interior quando meu irmão mais velho foi assassinado. Para os que não sabem, Mack, o protagonista, perde sua filhinha Melissa, e nem sequer acha o corpo dela para enterrar, algo que acho muito triste. E isso tudo, e principalmente a presença real de Deus no livro foi algo que me curou no momento em que eu mais precisava.



No dia vinte eu li 31 páginas (três capítulos) de A Cabana. Estou amando o livro, me emocionando muito com várias passagens, marcando muitas delas e principalmente sentindo mesmo a presença de Deus. Mack se encontra com Deus no local em que sua filha morreu, e esse encontro, e tudo que vai acontecer depois dele são coisas emocionantes, tocantes e bonitas. Mesmo sendo uma releitura e eu já sabendo o que vai acontecer, como já tem alguns anos que li este livro, estou empolgada com a leitura, e querendo saber tudo que vai acontecer. Como estou fazendo anotações em post-its, fica tudo mais fácil de lembrar também.



E por fim, no dia vinte e um eu li 57 páginas de 50 Curiosidades Sobre o Corpo Humano. Sim, eu estou me desafiando a não ler dois livros (ou mais) ao "mesmo tempo", só que eu estava sem meu livro para ler no momento, e como eu queria muito ler, procurei alguma coisa no Kindle que fosse de leitura rápida e fácil. Gostei bastante desse compilado de curiosidades, consegui ler todas. Como sou bióloga em formação, eu já sabia da grande maioria dos fatos presentes no livro, mas mesmo assim foi interessante de ler. Para os que querem saber mais sobre o corpo humano fica aqui a forte recomendação.

E li também 25 páginas (vinte e seis poemas) de A Solidão Sente Fome, primeiro volume de Poesia Rarefeita. Eu pensei que iria conseguir lê-lo inteiro, porém acabei indo fazer outras coisas e não o concluí. Ele vai ficar para a próxima semana.




Consegui ler 389 páginas nesta semana, que dão 55,4 páginas diárias em média! É minha maior média em bastante tempo. E claro, o fato de eu ter ultrapassado a minha própria média pessoal também é algo que me deixa bem feliz. E adicionado à isto temos incríveis cinco leituras finalizadas, algo que nem sempre acontece, ne? Sim, foram leituras mais rápidas e com poucas páginas, mas continuam sendo leituras. Espero que a última semana de fevereiro seja tão boa quanto todo o restante do mês foi!



Ao Acaso - 114 páginas lidas Concluído
Os Deuses de Casaca - 34 páginas lidas Concluído
Cebolinha 35 - 84 páginas lidas Concluído
O Curioso Canto do Pássaro - 20 páginas lidas Concluído
50 Curiosidades Sobre o Corpo Humano - 57 páginas lidas Concluído
A Cabana - 55 páginas lidas
A Solidão Sente Fome - 25 páginas lidas




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Resenha: O Poder do Agora de Eckhart Tolle



Título: O Poder do Agora
Autor: Eckhart Tolle
Editora: Editora Sextante
Ano de publicação no Brasil: 2002
Número de páginas: 224 páginas
Onde encontrar: Submarino / Americanas / Amazon / Saraiva
Nota: 3,5 / 5



O Poder do Agora é um livro de auto-ajuda com o objetivo de fazer com que o leitor alcance a iluminação espiritual. Para o autor, essa iluminação seria simplesmente não se importar mais com o que passou, e nem se estressar com o que virá, afinal, só temos o "agora". Não temos como garantia nem mesmo o "hoje", pois podemos morrer daqui a cinco minutos. Então devemos nos concentrar no agora. Seja lá o que estivermos fazendo, devemos estar focados nisso, inteiramente. Seja escrevendo algo, lendo, vendo um filme, observando as flores, nadando, conversando ou simplesmente andando, devemos estar sempre focados, por que isso nos impede de ficar pensando em qualquer coisa que não esteja acontecendo "agora".

"... somente agora você é verdadeiramente você

Como é um livro de auto-ajuda, e não tem um "enredo" complexo, vou ir logo comentando o que gostei e o que não gostei do livro. Inicialmente eu já não gostei tanto, por que o autor diz que precisamos parar de pensar, algo que poderia facilmente ser trocado por "esteja focado". "Parar de pensar" não é um conceito que nosso cérebro entende, quando é dito dessa forma. Isso por que quando queremos parar de pensar, já estamos pensando! Então o certo seria "esteja focado", o que nos leva a não pensar no passado e nem no futuro, se estamos concentrados 100% em algo.

"Perceba a sua respiração. Sinta o ar entrando e saindo do seu corpo. Sinta o seu campo interno de energia. Tudo com o que você sempre teve que lidar, tudo que teve de enfrentar na vida real, em oposição às projeções imaginárias da mente, é o momento presente. Pergunte-se qual é o seu problema neste exato momento, não no ano que vem, ou amanhã, ou daqui a cinco minutos. O que está errado neste exato momento

O passado pode nos levar à depressão, isso por que temos a "mania" de nos apegarmos aos momentos tristes, e fazer deles algo que é parte da nossa identidade. Por exemplo, se você perde alguém, você talvez passe a se identificar não como Amanda, por exemplo, mas como "a menina que perdeu o pai". Essa identificação com as coisas tristes do nosso passado podem nos levar à depressão, pois toda a nossa mente fica preenchida de pensamentos e lembranças negativas. Isso é verdade, e concordo com o autor quando ele diz isso, e ter esse pensamento pode ajudar muito a evitar a depressão, mas não é a mesma coisa para quem já tem depressão. Depressão é um transtorno hormonal, e sim, você querer, ficar focado em coisas boas e continuar vivendo sua vida da melhor forma possível vai sim te ajudar, mas não podemos negar que haverão momentos ruins simplesmente por causa dos hormônios.

Já o futuro pode nos levar à ansiedade, pois ficamos projetando sempre um futuro, geralmente ruim ou com algum problema, e ficamos tão fixados em resolver um problema que nem sequer existe, que deixamos de viver o momento presente. Temos a "mania" de sempre nos imaginarmos em situações ruins no futuro, mesmo que o contexto seja bom. Por exemplo, você finalmente foi chamado para uma entrevista no seu emprego dos sonhos, e você fica o caminho inteiro imaginando como você responderá às perguntas (que você não sabe se serão feitas ou não) e como as respostas erradas vão fazer você perder o emprego. Isso faz com que, quando chegar na hora, você esteja tão mal com tudo que imaginou, que não consiga dar o melhor de si, e isso, a falta de ânimo, é que pode fazer você perder a vaga. E creio que ler sobre isso pode nos ajudar, digo isso por que tenho depressão e ansiedade, e realmente ler esse livro e me concentrar mais no agora tem me ajudado muito.

Algo que me incomodou bastante no livro é o fato de o autor falar sobre, por exemplo, "presença", durante o livro inteiro, e só no meio do livro explicar o que é essa "presença" de quem ele tanto fala. É um livro de auto-ajuda, ele não tem que criar um mistério que será resolvido apenas depois, principalmente levando em conta que a maioria das pessoas que consomem auto-ajuda não os leem de uma vez só, vão lendo aos pouquinhos. Até a pessoa descobrir o que é "presença", ela já leu várias coisas que falam sobre isso e fica totalmente perdida e confusa, por que não sabe realmente qual conceito de "presença" o autor está utilizando ali.



Uma coisa que me fez cogitar abandonar a leitura quando foi acontecendo e acontecendo de novo, são os erros bíblicos. O livro pretende ser um misto de conceitos de várias religiões, e creio que ele até funciona nesse aspecto, mas existem muitos versos e conceitos bíblicos que o autor utiliza fora de contexto, fazendo com que ele não cumpra o objetivo de englobar todos, já que utiliza a Bíblia dos cristãos de forma errada, algo que inclusive é pecado. Podem ver abaixo o trecho específico que me irritou profundamente, bem como alguns outros, e a explicação do motivo de eles serem errados.

"Em outra parábola, Jesus fala das cinco mulheres descuidadas (inconscientes) que não tinham levado azeite suficiente (consciência) para manter as lâmpadas acesas (ficar presente). Essas parábolas não são sobre o fim do mundo, mas sobre o fim do tempo psicológico"

Mas veja o o que a Bíblia diz:

"Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucasMateus 25:1,2

Ou seja, essa parábola é sobre o Reino dos Céus, e apenas sobre isso. É loucura fantasiar uma parábola que a própria Bíblia explica sobre o que é.

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"Nunca personalize Cristo. Não dê uma forma de identidade a Cristo"

Mas a Bíblia diz:

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." _ João 1:14

Essa passagem é errada pela simples forma de Cristo É uma pessoa. Jesus é Deus, mas também é uma pessoa, e negar isso é negar o próprio Cristo.

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"... ou mitos, tal como a crença de que Jesus jamais abandonou seu corpo, mantendo-se unido a ele e com ele tendo subido ao 'paraíso'"

Mas a Bíblia diz:

"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhosAtos 1:8,9

Jesus subiu em carne. Sabemos disso por que a Bíblia diz que ele estava falando e então subiu. Se Jesus tivesse subido aos céus em espírito, com toda certeza em algum momento a Bíblia narraria isso, já que é uma parte importantíssima da história de Jesus.

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O livro funciona sim, mas ele tem muitos defeitos, que devem ser levados em conta. Ele é um livro que foi escrito com o objetivo de ajudar as pessoas, e acaba não conseguindo cumprir com isso sempre, por que ou trás conceitos de forma errada, ou os apresenta tarde demais.  Ele é construído em perguntas. O autor introduz o capítulo, e o tema do capítulo, e então começa a responder perguntas que, segundo ele diz na introdução, foram feitas por pessoas que assistiram às suas palestras e até por ele mesmo. Gostei muito disso por que podemos saber o que será trabalhado à seguir apenas lendo as perguntas, mas o que acontece é que ele só apresenta os conceitos à medida que as perguntas vão aparecendo, o que levou ao fato de ele apresentar alguns conceitos tarde demais, depois de já ter falado muito sobre o assunto, mas sem explicar o que é a palavra-chave.

Como é um livro de auto-ajuda, e em tese ele deve mudar algo em nossa vida, quero colocar aqui também minha experiência colocando em prática o que o livro sugere (pelo menos as coisas que eu acho possíveis para mim no momento). Perdi uma pessoa importante em janeiro, e estava lendo esse livro no momento, e com certeza isso mudou tudo. É comum quando perdemos alguém nos desesperarmos, e até mesmo ficamos paralisados pelo medo de ter que viver sem essa pessoa, e pelo medo de perder mais alguém. O medo toma conta de nós e nos faz temer o futuro de forma que vivemos o resto de nossas vidas temendo o amanhã. 

Como eu já estava concentrada em aproveitar melhor o tempo presente, e não pensar mais no passado e no futuro, tudo foi mais tranquilo. Foi uma perda difícil e marcante para mim. Foi a primeira vez que fiquei no hospital com alguém até a pessoa morrer, também foi a primeira vez que eu tive que ir (junto com outras pessoas, obviamente) resolver as questões do funeral. Enquanto eu estava escolhendo o caixão eu vivi realmente apenas o presente. "Eu estou apenas escolhendo um tipo de madeira, não tem ninguém ali dentro agora, ele (o caixão) está dentro de uma loja agora". Por que mentalizar o futuro, em que a pessoa especial para mim estaria ali dentro, em uma sala de velório, me faria sofrer imensamente, e foi o que aconteceu com as outras duas pessoas que estavam comigo.

Eu não fiquei pensando em como seria no velório, em como seria no enterro, em como seria quando voltássemos para casa, como as pessoas reagiriam à tudo isso depois. Eu sequer fiquei pensando em como seria o momento de falar para as outras pessoas que aquela pessoa havia falecido e isso me salvou. No livro há uma parte dedicada para a morte física de alguém. O autor reconhece que pode ser desesperador, angustiante, e que pode tirar nosso foco do momento presente, mas que continuar focados, e pensarmos na morte de uma maneira diferente pode fazer tudo ser mais suave, menos doloroso.

O livro trata alguns momentos da vida, e algumas situações como portais para a iluminação. Momentos difíceis podem nos fazer querer mudar algo, ou até mesmo tudo em nossas vidas, e assim, com esforço e foco, alcançaremos a iluminação, de pouco a pouco. E claro, ficarmos desesperados por que em uma semana, ou em um mês ainda não alcançamos a iluminação não ajuda em nada. Cada pessoa tem seu ritmo e vai alcançar a iluminação com um tempo diferente.

Bom, gostaria de dizer que sim, o livro funcionou muito para mim. Recomendo muito por que creio que ele pode mudar muito a vida das pessoas, principalmente se lermos ele com a mente aberta. Pessoas religiosas demais podem não gostar, já que é um mix de várias crenças, e principalmente pessoas cristãs que são muito religiosas, por que, como eu disse, ele utiliza várias passagens da Bíblia de forma errada e fora de contexto, o que sim, diminui a qualidade do que está escrito. Mas creio que no geral, o livro fará um bem muito grande para as pessoas que o lerem, por que uma coisinha ou outra a gente consegue ver que podemos melhorar e começar a aplicar as dicas que o livro traz.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Filmes de 2019




  1. Se Beber Não Case 3 de Todd Phillips 
  2. Divertida Mente de Pete Docter
  3. Monstros S.A de Pete Docter
  4. Nada a Esconder de Fred Cavayé
  5. Vai Anitta (Série) de Anitta
  6. Bird Box de Susanne Bier
  7. Meu Malvado Favorito de Pierre Coffin e Chris Renaud
  8. A Sereia - Lago dos Mortos de Svyatoslav Podgayevskiy
  9. Um Espião e Meio de Rawson Marshall Thurber
  10. Juanita de Clark Johnson
  11. Juventudes Roubadas de James Kent
  12. O Que Fazemos Nas Sombras de Taika Waititi e Jemaine Clement
  13. Okja de Bong Joon-ho
  14. O Menino que Descobriu o Vento de Chiwetel Ejiofor
  15. Minha Vida em Marte de Susana Garcia
  16. Justin e a Espada da Coragem de Manuel Sicilia
  17. As Aventuras de Sammy de Ben Stassen
  18. As Aventuras de Ozzy de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa
  19. Lúcifer (quarta temporada) de Joe Henderson
  20. Conrack de Martin Ritt
  21. Semeando Vida: Saberes Ancestrais e Práticas Integrativas e Complementares de Saúde
  22. Então, Eu te Conheci de Javier Colinas
  23. Entre Mundos: Vida e Obra de Helena Antipoff
  24. (Des)encantos de Matt Groening
  25. Special de Ryan O'Connell
  26. Turma da Mônica - Laços de Daniel Rezende
  27. A Origem dos Guardiões de Peter Ramsey
  28. Sex Education de Laurie Nunn
  29. Cidade de Deus de Fernando Meirelles & Kátia Lund
  30. Ano Hana de Tatsuyuki Nagai
  31. Big Mouth (1° e 2° temporada) de Nate Funaro
  32. Whindersson Nunes: Adulto 
  33. O Rei Leão de Jon Favreau
  34. O Caminho Sangrento de Bel Rodrigues
  35. Freud: Além da Alma de John Huston
  36. Dona Poeira de 
  37. Yakusoku no Neverland de Mamoru Kanbe
  38. Frontera Verde de Diego Ramírez Schrempp
  39. Big Mouth (3° temporada) de Nate Funaro
  40. Bacurau de Kleber Mendonça Filho & Juliano Dornelles
  41. Lisbela e o Prisioneiro de Guel Arraes



sábado, 16 de fevereiro de 2019

Leitura todo dia #88


Mais uma semana de Leitura todo dia, projeto criado pela Nine Stecanella, com o objetivo de fazer com que os participantes criem o hábito de leitura. Eu já criei esse hábito, e venho mantendo-o desde 2012, e com mais firmeza desde 2014, lendo vários livros ao ano. Aqui no blog, no cabeçalho, vocês encontram a tag "Lidos em 2019", onde vocês encontram os livros que já li, e os links para os livros lidos em todos os outros anos! Convido todos vocês a lerem todos os dias, nem que sejam 5 páginas diárias, mas que haja leitura. E claro, não apenas de livros, mas de jornais e revistas também, pois toda leitura é válida.


Meu objetivo anual é ler 35 páginas diárias, o que significa que meu objetivo para esta semana, que começa no sábado (08/02) e termina na quinta (14/02), é de 245 páginas. Quero ler os livros listrados abaixo. Lembrando que em fevereiro em me propus ao desafio de ler apenas um livro de cada vez.


Colombo - 341 páginas restantes
Os Deuses de Casaca - 34 páginas restantes













No dia oito não houve leitura. Eu acabei fazendo várias outras coisas, então foi um dia bem produtivo. Já no dia nove eu li 36 páginas (meio capítulo + dois capítulos + meio capítulo) de Colombo, do Manoel de Araújo Porto-Alegre. Não é uma leitura que está sendo animadora, não por ser ruim, mas por ser uma leitura que precisa ser feita com mais calma, prestando muita atenção à cada palavra dita. É um poema épico, o que significa que é um poema enorme que conta uma história corrida.



No dia dez eu li 72 páginas (meio capítulo + quatro capítulos) de Colombo. Confesso que comecei a fazer leitura dinâmica. Não por estar ruim, mas simplesmente por que não é um livro que eu esteja super animada para ler por agora. É um livro bom, definitivamente, mas é uma leitura que me cansa. Mas não fiz leitura dinâmica em todos os momentos, eu fui fazendo isso e em momentos em que eu achava que mereciam mais atenção, eu parei e li normalmente.



No dia onze eu li 28 páginas (meio capítulo) de Colombo. Eu estou gostando do enredo do livro, mas não consigo realmente gostar da leitura em si, por que não está sendo uma leitura fluida. Eu acabo ficando meio agarrada em alguns momentos, o que acaba me distraindo, mas não vou parar de ler, e vou tentar me manter animada para concluir o livro ainda nesta semana.



E no dia doze eu li apenas 9 páginas (meio capítulo) de Colombo. Minha meta era ler apenas até terminar o capítulo que eu já estava lendo. Já no dia treze eu li 90 páginas (cinco capítulos) de Colombo. Fiz leitura dinâmica novamente, e acabei conseguindo ler muitas páginas em apenas um dia. Estou gostando da história, apesar de achar que está meio confuso, e eu não entender tanto por qu há inúmeras referências de personagens importantes no século XIX para trás, portanto, não são todos personagens do meu conhecimento.



E finalmente no dia quatorze eu li 106 páginas (cinco capítulos) de Colombo e concluí a leitura do livro. É um livro bom, recomendo muito a leitura, principalmente aos que gostam de poemas épicos, porque com certeza vai gostar deste livro. Aos que gostam de histórias épicas e viagens ao inferno, também fica aqui a recomendação. O livro, no geral, me lembrou bastante A Divina Comédia, pelo fato de que há uma viagem ao inferno, e um guia nessa viagem. Mesmo assim é bem diferente, apenas lembra A Divina Comédia pelo fato de que foi o primeiro livro famoso a narrar algo do tipo, e claramente é uma referência.




Bom, o único livro que li da semana 88 foi Colombo, e consegui ler as 341 páginas que faltavam. Apesar de ter lido apenas um livro, eu realmente estou feliz por que consegui ler mais do que a média esperada. Li em média 48,7 páginas por dia, o que é uma média incrível! É bem mais do que eu leio normalmente, mesmo tendo lido apenas um livro. Claro que, ler um livro pro semana também é algo incrível, e até mesmo ler um livro por mês já é mais do que a média brasileira. Estou acostumada a ler muito, o que é muito bom. Acabo me cobrando bastante por causa disso, mas nessa semana eu dei prioridade ao meu namorado, já que foi aniversário dele no dia quatorze, e fiquei na casa dele a semana quase inteira. É isto! Que a próxima semana seja tão boa quanto esta.


Colombo - 341 páginas lidas Concluído








quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Resenha: Obadias (Bíblias)




























Título: Obadias
Autor: Obadias
Editora: Editora Luz e Vida
Ano de publicação no Brasil: 1998
Número de páginas: 1 páginas
Onde encontrarBíblia Online
Nota: 3 / 5


Obadias é um livro bíblico que fala sobre o castigo de Edom, uma cidade. Obadias é apresentado como mensageiro de Deus, fala, e escreve, primeiramente sobre a destruição de Edom, uma cidade que foi castigada por ser orgulhosa e se esconder, e com isso passaria a não ser respeitada, derrubada. O livro diz que os bens seriam roubados, que as pessoas trairiam umas às outras, e principalmente que sua terra não seria mais fértil.

Depois disso Obadias fala sobre a condenação de todas as nações, dizendo que todas pagarão por suas atitudes, e termina falando sobre a grande vitória de Israel, dizendo que o povo conquistará novamente tudo que lhe foi tomado, que serão como labaredas de foto que irão destruir a palha, ou seja, os maus ou os errados.

"O Senhor diz:
'Mas no monte Sião, o lugar santo
alguns conseguirão escapar.
O povo de Israel possuirá de novo
a terra que eu lhe dei'" _ verso 17

































Por ser um livro que bem pequeno, é o que eu posso falar. Falei de tudo que há no livro, porém sem contar muitos detalhes, para que vocês possam ir ler e tirar suas próprias conclusões. Eu tendo a não gostar muito de livros que falam sobre destruição de uma cidade para a glória da outra, talvez por que "guerra" não seja algo que eu goste de fato. Gosto de ler sobre elas, mas obviamente não gosto da guerra, da matança e de tudo que ela traz. Além disso, eu costumo não gostar de narrativas de guerra na Bíblia, por que, se levadas ao pé da letra, sempre diminuem outros povos.

Gosto de sempre procurar algo mais espiritual, ligando, por exemplo, Edom aos maus e Israel aos bons, e assim tudo me parece melhor e mais suave até. Cada pessoa colhe o que planta. Por ser um livro que falou exclusivamente disso, não foi uma leitura que eu realmente aproveitei, e não consegui tirar tantas lições e conselhos disso, por que em vários outros livros, Isaías, por exemplo, há uma narrativa parecida. Recomendo se você tem o objetivo de ler a Bíblia inteira.