terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
5 lançamentos // Primeiro semestre 2018
Eu percebi que durante os últimos 5 anos da minha vida de leitora, eu quase não li lançamentos. Sim, conseguia ler o livro 2 ou 3 anos depois da publicação, mas raramente eu lia o livro no mesmo ano em que era lançado. Em parte por que eu não trabalho, então fica difícil conseguir livros, já que só posso pedir algum no meu aniversário ou no natal. Esse ano, meu objetivo de vida é conseguir um emprego, e vou pensar sempre positivo, por que assim é mais fácil de conseguir, não é mesmo?
Aqui nesse post eu vou reunir alguns livros que serão, ou já foram lançados no primeiro semestre de 2018. Não estarão listados por ordem do que eu mais quero, estarão listados pela ordem em que eu os encontrei no skoob ou nas minhas anotações. Vou colocar as imagens das capas e as sinopses tiradas do skoob.
1. A Forma da Água
Richard Strickland é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o calor — o homem que ele próprio se tornou, e quem detesta ser.
Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade.
Richard e Elisa travam uma batalha tácita e perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.
2. Creepypastas
Os fóruns web estão repletos de histórias sobre casos misteriosos, investigações policiais não resolvidas, fotos sem explicação, descrições de rituais e manifestações demoníacas, versões bizarras e não oficiais de jogos eletrônicos, relatos de episódios macabros de desenhos infantis.
3. Meu Doce Azar
Alice é uma engenheira bem-sucedida que acaba de descobrir que carrega na cabeça um belo par de chifres. Inconformada com a situação, resolve abandonar o passado e seguir um novo caminho. Mediante às suas novas escolhas, Alice é apresentada ao ruivo que produz nela sentimentos até então desconhecidos, pelos seus 25 anos. Para conseguir chamar a atenção do “Ed Sheeran”
brasileiro, ela conta com a ajuda de sua melhor amiga encalhada e seu irmão gêmeo desajeitado.
da sorte?
4. Os Supremos
Sinopse ainda não revelada. O que posso dizer é que, como dá para ver pela capa, é um livro sobre super-heróis!
5. Se Não Houver Amanhã
Lena Wise está sempre ansiosa pelo dia seguinte, especialmente porque está começando o último ano da escola. Ela está decidida a passar o máximo de tempo possível com os amigos, completar as inscrições da faculdade e talvez informar seu melhor amigo de infância, Sebastian, sobre o que realmente sente por ele. Para Lena, o próximo ano vai ser épico — um ano de oportunidades e conveniências.Até que uma escolha, um instante… destrói tudo.
Agora Lena não está ansiosa pelo dia seguinte. Não quando o tempo que dedica aos amigos pode nunca mais ser o mesmo. Não quando as inscrições para a faculdade podem ser qualquer coisa, menos viáveis. Não quando há o risco de Sebastian jamais perdoá-la pelo que aconteceu. Pelo que ela permitiu que acontecesse.
Minhas expectativas para todos os livros são bem altas e eu espero gostar de todos eles. Eu tenho uma relação especial de amor e ódio com animais marinhos. Sou pisciana, sempre amei peixes e tubarões, mas tenho muito medo do mar, do que pode ter lá dentro e nós não sabemos que existe, então estou super ansiosa para ler e ver o filme de A Forma da Água, apesar de saber que as histórias são um pouco diferentes.
Creepypastas já é um sucesso! Vamos começar pelo fato de que quem organizou foi a maravilhosa Glau Kemp, que já tem um livro resenhado aqui no blog, chamado Quando o Mal Tem um Nome, e foi com certeza um dos melhores livros que já li na vida. Confio muito no gosto horripilante que ela tem, e por isso já sei que vou gostar. Como uma grande amante de qualquer assunto que envolva a Deepweb, estou super ansiosa para o lançamento, e espero que pelo menos 2 contos se desenvolvam a partir de algo tirado da Deepweb.
Estou ansiosa para ler Meu Doce Azar também por que já conheço a escrita da autora e eu simplesmente amo a escrita dela. Super levinha, poética, com romance em todos os lugares. Espero um livro bem romântico, com alguns clichês e situações difíceis pelas quais os personagens vão ter que passar para amadurecer. Expectativas altíssimas, principalmente por ser um livro de romance.
Eu já li a história da Jadna em Os Supremos e se o restando do livro for tão bom quanto, vai com certeza ser um sucesso. Personagem muito bem construída e fico muito feliz por ela ser uma mulher forte e independente.
Confesso que primeiramente quis muito Se Não Houver Amanhã, por causa da capa. Gente, que capa linda! Mas depois fui ler a sinopse e percebi que parece ser um drama bem interessante, do jeitinho que eu gosto!
Créditos das imagens à Saraiva, Editora Coerência, e aos autores.
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Resenha: A Parte que Falta de Shel Silverstein
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| Créditos à Folha de São Paulo |
Título: A Parte que Falta
Título original: The Missing Peace
Autor: Shel Silverstein
Editora: Cosac Naify / Companhia das Letrinhas
Publicado em: 1976
Ano de publicação no Brasil: 2013 / 2018
Número de páginas: 112
Preço: R$ 49,90
Nota: 5/5
É com certeza um dos livros mais lindos que você vai ler na sua vida. O público-alvo são crianças pequenas, aquelas que tem entre 4 e 8 anos, ou seja, ainda em fase de alfabetização, porém esse livro vai funcionar perfeitamente para todas as idades, desde os mais novos até os mais velhos. Claro que cada pessoa, em cada faixa etária, vai tirar coisas diferentes do livro, por isso recomendo que releia o livro em alguns anos, pois cada releitura vai te trazer um aprendizado diferente, ou vai falar com você de uma forma diferente.
O protagonista é um ser quase redondo, esférico, como o Pac-Man, mas uma parte lhe falta. Ele vive sua vida em busca dessa parte. Por não estar completo, ele não rola com tanta velocidade quanto poderia, e essa lentidão faz com que ele possa aproveitar as pequenas coisas da vida como conversar com uma minhoca, parar para observar e cheirar as flores, e até mesmo ter uma borboleta pousada em sua cabeça. Apesar de todas essas pequenas felicidades, ele continua buscando a parte que falta.
Atravessa oceanos, montanhas e lugares difíceis, tomando chuva e sol ardendo, em busca da parte que lhe falta. Ele acha algumas partes, mas nenhuma parece ser a certa para ele. Uma hora é pequena demais, ou grande demais. Num certo momento ele não segura bem a parte e ela se solta, e com medo de isso se repetir, ele segura bem forte a próxima parte achada, o que faz com que essa parte se quebre.
Não vou falar mais nada sobre o enredo, pois acho que o que foi dito já é um ótimo resumo do livro, e tenho certeza de que já despertou pelo menos o mínimo interesse em você. Talvez essa resenha esteja emocional demais, mas lhe dou a certeza de que é 100% verdadeira, apesar de talvez ser mais intensa do que deveria ser.
Agora vou falar sobre minha experiência com o livro. Eu não o li, eu ouvi e vi as gravuras. Jout Jout gravou um vídeo lendo esse livro, e foi assim que tive o contato com ele. Caso você também queira ver o vídeo e conhecer o livro, clique aqui, ela lê o livro na íntegra. Eu cliquei nesse vídeo apenas por que ele estava Em Alta. Acompanho a Júlia há anos e amo os vídeos em que ela nos apresenta os livros que ela gosta, mas não estava muito na vibe para vê-lo, mesmo ele estando no meu feed desde a parte da manhã. Gostaria de dizer que "li" o livro e estou escrevendo essa resenha no dia vinte de fevereiro, dia em que ela postou o vídeo.
Esse livro me tocou de uma forma muito profunda. É uma história tão simples, que até as crianças pequenas conseguem entender, mas que muitas vezes não ouvimos, não somos ensinados a certas coisas e continuamos em busca de algo que é impossível conseguir.
Em nossa vida sempre vamos ter algo faltando, algum buraquinho que queremos preencher, e nem sempre vai ser possível, e precisamos entender isso o quanto antes. Precisamos entender isso para não perdermos anos e anos da nossa vida tentando ter uma vida perfeita que na verdade não existe.
Se você tem 3 sonhos, ter dois filhos, se formar na faculdade e ter um bom emprego, você sabe que não vai poder ter todos ao mesmo tempo, não é? Não por que seja impossível, algumas pessoas conseguem isso, mas ficam tão cansadas no fim do dia que não aproveitam os pequenos prazeres da vida. Não adianta você ser um médico super renomado e rico, ter um emprego num hospital maravilhoso e trabalhar as 12 horas de plantão sempre com um sorriso no rosto, se você não tiver tempo para dedicar à sua família. Isso não significa que TODO médico é assim, mas se você estiver exercendo a profissão e estiver estudando ao mesmo tempo, seu dia foi embora todo aí. Vamos fazer as contas. 12 horas de plantão no hospital, mais 4 horas por dia estudando para alguma especialização, e no minimo 6 horas dormindo. Considerando que você demora algum tempo para ir de um lugar à outro, seu dia foi embora aí, e você não vai ter tempo para a sua família. Se você escolher sacrificar suas horas de sono, vai trabalhar mal no outro dia, e se escolher não ir estudar, pode se dar mal em alguma prova. Entende? Não tem como termos tudo ao mesmo tempo, sempre vai faltar algo, às vezes coisas pequenas, às vezes coisas enormes, mas temos que aprender a conviver com a falta de algo, e entender que nem sempre aquela falta é algo ruim.
Por exemplo, eu sei que não conseguiria, humanamente, estudar 4 horas por dia, trabalhar por 8 horas, gastando duas horas diárias dentro do ônibus e ir à academia depois disso. Considerando que eu duma pelo menos 6 horas por noite, eu vou ter apenas 4 horas do dia livre, e apesar de saber que sim, eu poderia ir à academia, eu iria perder o tempo com a família ou com amigos. Então sempre vai faltar algo, por que em algum momento eu vou ter que escolher um ou outro, e o que não foi escolhido vai ficar faltando, vai deixar um buraco.
A lição que esse livro nos traz é: aprenda a viver com as faltas. Aprenda que não poderemos ter a vida perfeita, não há como nos dedicarmos nos estudos, no trabalho, à família, aos amigos, à espiritualidade e ao corpo tudo de uma vez. Você pode tentar arrumar seu horário para que pelo menos uma vez na semana cada coisa seja feita, mas sempre vai ter aquele sentimento de "poxa, eu estou aqui com minha família enquanto eu poderia estar estudando para passar naquela prova difícil". A vida é feita de escolhas e prioridades, seja sábio ao escolher as suas, para que o vazio deixado não te mate, não seja mais do que você pode aguentar. Quando for escolher suas prioridades, se pergunte o que mais te faria falta, essa é a sua prioridade. O resto você pode sim deixar para depois, ou pode tentar arrumar um horário, mesmo que pequeno, para aproveitar as outras coisas, mas não corra atrás de uma vida perfeita, onde todos os buracos estarão preenchidos, essa vida não existe! Viva com os seus vazios, suas faltas, da melhor forma possível, onde ainda te seja possível apreciar os pequenos prazeres da vida, pois no final, são esses pequenos prazeres que ficarão na sua memória.
Espero que essa pequena resenha tenha feito vocês terem curiosidade em ler ou ouvir o livro, saibam que não vão se arrepender. É um ótimo livro para ser lido para crianças, para que elas entender desde bem pequenas que os pequenos prazeres da vida, mesmo com coisas faltando, é o que faz a vida valer a pena.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Leitura todo dia #43
O projeto Leitura todo dia foi criado pela Nine com o objetivo de fazer com que os participantes criem o hábito de ler todos os dias, mesmo que sejam poucas páginas por dia. Como vocês puderam ver no post da semana passada, eu não consegui bater minha meta, então nessa semana, vou continuar com a meta de 1000 páginas, coisa que eu sei que não vou conseguir, mas vou continuar com essa meta para que meu cérebro entenda que precisa ler bastante, e se eu conseguir ler 70%, ou seja 700 páginas, já vou estar 100% satisfeita. Abaixo vou deixar listado os livros que pretendo ler, e quantas páginas faltam para concluir a leitura. Quero sim avançar em cada uma das leituras, MAS não tenho o objetivo de terminar todas, até por que passa muito da minha meta e é quase humanamente impossível ler isso tudo.
O Códex dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare - 171 páginas
Meu eu Poético - 35 páginas
Domelie de Fê Frederick Jhones - 93 páginas
Chuva de Diamantes de Gabriel Elias da Silva - 149 páginas
O Voo da Pequena Assum de Almira Dantas - 121 páginas
Onde as Linhas se Sobrepõem - 131 páginas
Das Cerejeiras um Amor Eterno - 89 páginas
Livro da Amanda Castejon (ela mandou sem título) - 331 páginas
Revista dos Teatros de Machado de Assis - 43 páginas
Moby Dick - 668 páginas
No dia quinze eu li 27 páginas (dois capítulos) de Domelie e continuo curtindo bastante o livro. Espero que o autor consiga publicar o livro de alguma forma e que tenha sucesso com a publicação, por que é realmente um livro bonito de ler.
Li também 17 páginas (dois capítulos) de O Códex dos Caçadores de Sombras e obviamente estou adorando a leitura do livro. Os últimos capítulos lidos falaram sobre Feiticeiros e Fadas. Enquanto eu lia As Peças Infernais, me identifiquei muito com o povo das fadas, e foi ótimo saber mais sobre eles, já que é o povo do qual eu provavelmente faria parte. Ser Caçador de Sombras deve ser legal, mas amo o povo das fadas, mesmo com todo o lance de não ser o povo mais certinho do mundo.
Por fim, li 15 páginas de Meu eu poético, um livro que estou revisando, e já falei sobre ele no post da semana passada, e prefiro não falar mais nada sobre.

No dia dezesseis eu li 66 páginas (cinco capítulos) de Domelie e concluí o livro! Foi uma leitura ótima, gostei bastante. O livro é todo bem levinho, mesmo se tratando de cegueira. Confesso que o livro me pegou justamente por falar de cegueira. Eu tenho miopia degenerativa, algo que 3% da população mundial tem, e é uma das principais causas da cegueira. Eu sei que em algum momento eu vou perder totalmente a visão. Claro, a menos que eu morra antes disso acontecer, mas tendo em mente que a expectativa de vida no Brasil é de 75 anos, eu provavelmente vou viver no mínimo uns 10 anos na escuridão. É um tema que me deixa sensível, mas de maneira nenhuma deixei que isso influenciasse minha avaliação. O livro é realmente bem escrito, apesar de o final ter me decepcionado por que as coisas começaram a acontecer muito rápido, como se o autor estivesse com pressa de terminar o livro logo.
E li também 20 páginas de Meu eu poético e concluí a leitura e revisão do livro. Nunca revisei algo tão penoso. Vou falar pouco sobre isso por que não acho interessante falar mal, mas infelizmente não tem como falar bem. Se eu tivesse feito uma leitura crítica, esse livro não receberia nenhuma estrela. Muito mal escrito, o autor não consegue terminar os raciocínios direito, fica parecendo que ele terminou algo no meio, não sabia o que colocar e colocou o ponto final ali. Vi muito machismo, síndrome de grandeza e muito preconceito dentro do livro, e de maneira nenhuma eu recomendaria um livro tão ruim à alguém. Disse ao autor, como leitora crítica, que ele deveria sim jogar o livro fora e começar do zero, com temas que não machuquem as pessoas. Se tem algo que odeio é coisa preconceituosa.

No dia dezessete eu li apenas 18 páginas de O Voo da Pequena Assum, que é um livro que estou gostando bastante, mas por ter começado a ler já bem tarde, não consegui ler muita coisa. É um livro ótimo, apesar de saber que ele provavelmente não vai ser o ganhador do "concurso". Caso você não saiba, a Editora Coerência está fazendo um "concurso" onde o autor que tiver o melhor livro vai ganhar uma publicação tradicional, ou seja, não vai precisar pagar nada! E eu sou uma das pessoas que estou lendo esses livros, por isso já li tantos livros assim esse ano. É bom conhecer novos autores e é ótimo ler histórias tão boas que eu não leria se não fosse esse concurso, mas também é bem cansativo fisicamente e psicologicamente, por que querendo ou não, sempre tem uma pressão para terminarmos os livros logo. Já vi que essa semana não vai render o tanto que eu quero, então talvez role alguma maratona durante esses dias.

No dia dezoito eu li 31 páginas de O Voo da Pequena Assum e o livro continua me cativando muito. Apesar de o livro ter uma história pesada, a leitura não fica arrastada e é bem gostoso de ler, principalmente por que retrata o Nordeste da década de 80, e eu amo livros assim. Amo livros que se passam no Nordeste e fazia tempo que eu não lia um, então estou feliz por estar lendo ele.
E li também 25 páginas de O Códex dos Caçadores de Sombras e continuo amando o livro. Fazia tempo que eu não tinha contato com o universo dos Caçadores de Sombras, já que terminei de ler As Peças Infernais em julho de 2015, e estar lendo sobre eles, com uma pegada mais didática, é ótimo, por que além de matar a saudade, eu aprendo mais sobre os Caçadores, o que vai ser muito bom para quando eu for ler Os Instrumentos Mortais.

No dia dezenove eu li 72 páginas (onze capítulos) de O Voo da Pequena Assum e concluí a leitura do livro. Mais um livro muito bom, que valoriza a cultura brasileira, principalmente a cultura nordestina, mostrando a realidade de quem passa pelas secas e principalmente a realidade de quem é produtor e passa pelas secas. Também mostra a realidade difícil que as mulheres passavam na década de 80, e que infelizmente continua sendo realidade para algumas famílias. É um livro importante, e acho que muitas pessoas devem lê-lo, principalmente as mulheres. É um livro que traz sim um pouco do sentimento de revolta por ver as mulheres sofrendo e achando que elas são culpadas, ou colocando a culpa em outras mulheres, quando na verdade o homem é quem está errado, mas esse sentimento é o que nos faz ter ainda mais força para lutar pela nossa segurança. Espero que a autora consiga publicar o livro, mesmo que não seja agora pela Editora Coerência, mas que seja pelo menos na Amazon.
Li também 30 páginas (dois capítulos) de O Códex dos Caçadores de Sombras. Li sobre magia angelical e demoníaca e é incrivelmente surpreendente o fato de quem lê saber que nem tudo que eles ensinam aos novos Caçadores é a verdade absoluta. É realmente algo que acontece na vida real. Livros didáticos estando à favor de alguma raça ou povo, e escondendo coisas ruins que estes fizeram. Eu gostei de ver isso, por que mostra que até entre os que deveria proteger os humanos, e que receberam sangue do anjo, a podridão existe, mesmo que mascarada.

No dia vinte eu ouvi o lindo livro A Parte que Falta. Ele tem 112 páginas e foi publicado pela Companhia das Letrinhas, ou seja, é um livro infantil. Caso queiram ouvi o livro, cliquem aqui para irem diretamente ao vídeo onde Jout Jout o lê. Eu fiz uma resenha para esse livro, vai sair no domingo, dia vinte e cinco de fevereiro, mas já adiando que amei, 5 estrelas. Chorei bastante depois de ouvir o livro e é um livro que todos, crianças, adultos e idosos devem ler pelo menos uma vez na vida. Já quero ter ele físico, é um livro lindo, minimalista, com uma mensagem incrível e quero colocá-lo em algum lugar de destaque na estante, para que as pessoas entrem no meu quarto e o vejam. Sério, foi a melhor surpresa do mês até agora.
Li também 89 páginas (dez capítulos) de Das Cerejeiras um Amor Eterno e que livro ruim! O autor tentou escrever uma história que se passa no Japão, mas não pesquisou NADA sobre a cultura do país. Fez uma escola em que as aulas acabam antes do meio-dia, onde todos os habitantes do país se chamam pelo primeiro nome e entram nas casas dos outros sem nem mesmo pedir licença. Faça um japonês ler isso e ele vai te odiar. Como estudante da língua e amante da cultura, eu sei que é culturalmente 100% errado tudo que está no livro e foi o pior que li até agora.
E li 10 páginas (um capítulo e meio) de O Códex dos Caçadores de Sombras. Li um pouco sobre a Lei dos Nephilim e apesar de ser uma parte mais chatinha, por falar de leis e eu não gostar muito do assunto, está sendo bom por causa da quantidade de anotações nessa parte, e todas elas são bem divertidas.

No dia vinte e um eu li 25 páginas (prólogo + dois capítulos) de Chuva de Diamantes e até agora eu gostei bastante. É sobre alienígenas "invadindo" a terra. Ainda não aconteceu a invasão de fato, eles chegaram à terra, mas foi apenas isso, chegaram. Apenas a protagonista viu um deles depois da aparição do OVNI, então ainda não pode ser considerado uma invasão, já que ninguém os viu de fato. Até agora está sendo uma leitura legal, fluida e leve. Espero continuar gostando. Li pouco por que minhas duas prioridades foram 1. ver alguns episódios da segunda temporada de Lucifer e 2. trançar meu cabelo, e consegui fazer as duas coisas, então, tudo certo.

Nessa semana eu consegui ler 554 páginas, o que dá a média de 79,1 páginas por dia! É sim um número bem alto e fico muito feliz por isso, apesar de a minha meta ter sido beeeeem mais que o alcançado. Lá pelo meio da semana eu comecei a ter muitas crises de pânico pelos motivos mais bobos possíveis, tanto que comecei a ver Lucifer justamente pra relaxar e distrair a mente. Além de as aulas estarem perto de começar, e alguns outros problemas pessoais, o prazo para entregar as leituras está terminando e eu quero muito poder entregar mais livros. Sei que li nesses últimos tempos mais do que já li na minha vida inteira, mas sei que posso fazer melhor. Me lembro que em 2014 eu consegui ler um livro de mais de 500 páginas num sábado e domingo, e sim, nos dias seguintes eu fui lendo 20 páginas de outro livro, mas a questão é que se eu conseguia naquela época, por que não estou conseguindo hoje? Na próxima semana eu vou me esforçar ao máximo, dar tudo de mim, arrumar meus horários para que dê tudo certo e eu possa ler pelo menos 100 páginas por dia! Vamos seguir na esperança de que o amanhã vai ser melhor que hoje. Apesar disso, estou muito feliz por ter conseguido ler mais do que li na semana passada, e já considero isso um grande progresso.
Domelie - 93 páginas lidas Concluído
Meu eu Poético - 35 páginas lidas Concluído
O Voo da Pequena Assum - 121 páginas Concluído
A Parte que Falta - 112 páginas Concluído
Das Cerejeiras um Amor Eterno - 89 páginas Concluído
Chuva de Diamantes - 25 páginas
O Códex dos Caçadores de Sombras - 82 páginas lidas
Resenha: O Jornal e o Livro
Título: O Jornal e o Livro
Autor: Machado de Assis
Ano de publicação: 1859
Número de páginas: 6
Nota: 3/5
O assunto principal dessa crítica é sobre como o livro vai ser esmagado pelo jornal, dando motivos e explicações. É realmente apenas isso, e inclusive há repetições desnecessárias, tudo poderia ter sido dito em no máximo 2 páginas. Enfim...
Como já sabem, o jornal foi algo revolucionário. Um encadernado que trazia notícias diárias, sobre polícia e problemas sociais, sem levantar bandeiras, apenas com o objetivo de informar, fazendo com que a população mais pobre também tivesse acesso à tudo que estava acontecendo nas classes mais altas, dentro da própria classe dos trabalhadores e principalmente o que estava acontecendo no país de uma forma geral.
"O jornal apareceu, trazendo em si o gérmen de uma revolução. Essa revolução não é só literária, é também social, é econômica, porque é um movimento da humanidade abalando todas as suas eminências, a reação do espírito humano sobre as fórmulas existentes do mundo literário, do mundo econômico e do mundo social."
Naquele tempo era comum, por falta de informação, as pessoas simplesmente não ficarem sabendo de coisas importantes que estavam sendo desenvolvidas em estados vizinhos, e o jornal veio para quebrar isso, para unificar a cidade e até o estado, fazendo com que as notícias corressem.
Segundo Machado de Assis, o jornal tem inúmeras vantagens sobre o livro, sendo a mais importante o fato de que o jornal nos traz o novo, nos traz notícias frescas e informações que realmente vão mudar algo em nossa vida. Informações que tem como objetivo alertar a população ou melhorar a nossa vida de alguma forma, enquanto o livro fala do velho, de coisas que já aconteceram, talvez há décadas, e que podem não acontecer mais, então não servem como alerta.
"O jornal, literatura quotidiana, no dito de um publicista contemporâneo, é reprodução diária do espírito do povo, o espelho comum de todos os fatos e de todos os talentos, onde se reflete, não a ideia de, um homem, mas a ideia popular, esta fração da ideia humana."
Sabemos que o processo de publicação de um livro é bem demorado, leva meses para que tudo seja resolvido, e até anos. É preciso escrevê-lo, e somente isso pode chegar a demorar décadas. Depois é preciso enviar o original para a editora, fazer a avaliação, e se o livro for aprovado, começa as parte burocráticas. Fazer a capa, a diagramação, coletar textos de apoio em alguns casos, registro do livro, processo de impressão, depois tem o trabalho de marketing e só então o livro é vendido. Mesmo que o livro fale sobre algo que acabou de acontecer, quando ele for publicado, a notícia já será velha, e essa é a sua maior desvantagem.
"O desenvolvimento do crédito quer o desenvolvimento do jornalismo, porque o jornalismo não é senão um grande banco intelectual, grande monetização da ideia, como diz um escritor moderno."
Machado era jornalista, então é óbvio que ele defenderia o jornal, mas ele coloca pontos realmente plausíveis. Entendo sim a importância do jornal, principalmente depois de ter lido A Reforma Pelo Jornal, também do Machado de Assis, mas devemos dizer que livros são importantes, justamente por que eles nos contam o passado, e só conseguimos aprender de verdade quando olhamos para trás, na história da humanidade, e vemos o que não deve mais ser feito e o que pode ser melhorado.
Depois de ler esse texto eu entendi por que a maioria das obras dele foram publicadas em jornais e revistas, principalmente as crônicas e críticas. Entendi por que eles escreveu poucos romances. Ele declara várias vezes que gosta do teatro e que o teatro deveria valorizar a nossa cultura, ainda não li peças escritas por ele, mas creio que elas tragam isso em si, coisas bem brasileiras. É difícil definir o que é ou não brasileiro, pois o Brasil é um misto de culturas.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Leitura todo dia #42
Essa semana vamos ter a Maratona Skindô Skindô, que inclusive vai ter um vídeo para o canal! Se tudo der certo, ele sai no domingo, dia 18 de fevereiro! Minha meta nessa semana é ler 1000 páginas no total. Loucura? Provavelmente sim. Vou sobreviver? Não tenho certeza. Eu queria que fosse realmente uma maratona, um desafio, algo que eu nunca faria em dias normais. A Maratona começa no dia 10 e termina no dia 14, ou seja, cinco dias para leitura desenfreada. Não sei se realmente vou conseguir ler 1000 páginas, mas vou fazer o possível para que ao final da semana - não da maratona - eu tenha lido tudo o que eu realmente consegui ler.
Já aviso que se em algum dia eu estiver me sentindo muito cansada ou estiver passando mal, pode não rolar leitura, ou eu ler bem pouco. Quando estou realmente mal, não consigo nem abrir os olhos. Vamos torcer para que isso não aconteça, ou que pelo menos eu consiga "recuperar" no dia seguinte. Bom, abaixo estão as leituras que vou fazer, e as que estão em andamento. Vamos ter em mente que não pretendo terminar todos eles. Minha meta com Moby Dick, por exemplo, é ler 150 páginas apenas. Os número de páginas correspondem à quantidade que ainda me falta ler.
Entre Laços e Conflitos de Helô Delgado- 248 páginas
O Códex dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare - 270 páginas
Meu eu Poético - 130 páginas
Domelie - 154 páginas
Ela já foi Verão - 226 páginas
O Voo da Pequena Assum - 121 páginas
Moby Dick - 668 páginas
No dia oito, primeiro dia dessa maravilhosa semana em que vou ler loucamente, eu li 76 páginas (nove capítulos) de Entre Laços e Conflitos. Estou amando o livro, enredo super interessante e a escrita da autora, apesar de todos os problemas sérios discutidos no livro, é bem leve. Eu li essas páginas sem nem perceber que tinha lido tanto.
Confesso que queria ter lido mais, mas como eu disse no post anterior, estou fazendo alguns cursos, e isso me tira um pouco do tempo. A ansiedade para a faculdade está fazendo com que eu fique horas e horas, além de pesquisando vídeos sobre as matérias que terei no primeiro semestre, métodos de estudo eficazes. Sei que essa ansiedade toda vai passar assim que as aulas começarem, mas não consigo evitar me sentir assim, então estou aproveitando isso para pelo menos pesquisar coisas legais na internet, né? É sempre bom já ir tendo uma base do que vai ser estudado em cada matéria, apesar de saber que os professores vão explicar isso nas primeiras aulas.
No dia nove eu li 36 páginas de Entre Laços e Conflitos e continuo gostando muito do livro. Li pouco por que fui ler bem tarde, depois meu pai pegou meu computador, e o livro está no email. Eu poderia ter lido pelo celular? Sim, se não fosse o fato de meu celular não estar funcionando direito e não estar carregando mais que 20%.
E também li 27 páginas (cinco capítulos) de O Códex dos Caçadores de Sombras e já estou gostando bastante do livro. Não vou poder filmar a maratona, pois como eu disse, meu celular não está funcionando direito, e tenho medo de que se ele desligar por falta de bateria, ele não volte mais.

No dia dez eu li 72 páginas (sete capítulos) de Entre Laços e Conflitos. Eu queria ter lido pelo menos 100 páginas, mas acabou não rolando. Enfim, estou gostando bastante do livro. Com certeza está no top 3 de livros lidos para os projetos da Editora Coerência.
Li também 20 páginas do livro Meu eu poético, e estou fazendo a revisão. Não vou falar sobre a qualidade ele, apenas dizer que eu pessoalmente não gosto. Estou fazendo a revisão por que vejo que o autor tem potencial, mas que ainda precisa evoluir bastante na escrita, tipo, bastante mesmo. O livro inteiro é cheio de erros grotescos, e sei disso por que eu já tinha tentado ler o livro antes, e parei justamente por causa da quantidade de erros, era simplesmente impossível ler aquilo. Espero que com a minha revisão o livro tenha uma qualidade melhor, e que o autor pense melhor no que está escrevendo. Há palavras que ele coloca nas frases que acaba não fazendo sentido nenhum. Gente, me desculpe, mas eu meto o pau mesmo em livro ruim. O primeiro passo para escrever bem, é ler muito e estudar gramática e ortografia. Tem sim livros incríveis que têm foco em algumas regiões do pais, como os do Graciliano Ramos, que se passam no sertão do Nordeste, e por isso os personagens falam errado, mas nesse contexto faz todo sentido. O livro que estou revisando é mal escrito num nível que chega a dar dó. Mas como disse, vejo potencial no autor, e espero que mostrar à ele a quantidade de erros faça com que ele veja que precisa estudar.

No dia onze eu li 22 páginas de Entre Laços e Conflitos e sei que foi bem pouco, mas eu já estava super cansada, porém, como sempre, continuo gostando muito do livro. Muito bem escrito, enredo ótimo, tem doença no meio, o que é sempre algo que dá uma emoção a mais e eu particularmente amo por que pretendo trabalhar em áreas que talvez envolvam a pesquisa para o desenvolvimento de tratamentos e medicamentos para algumas doenças. Enfim, estou amando. Livro 5 estrelas com certeza!
também li mais 15 páginas de Meu eu poético. Como eu disse, comecei a ler bem tarde, o que acaba fazendo com que eu leia menos. Confesso que por estar lendo livros que estão no email, e por lê-los online, eu acabo me distraindo com algumas coisas na internet, o que também prejudica no rendimento da leitura. Não sei se a Maratona Skindô Skindô vai ser tão produtiva quanto eu pensava que seria. Já tenho plena consciência de que não vou conseguir ler 1000 páginas essa semana, mas vou continuar me esforçando para ler o máximo que conseguir.

No dia doze eu li 42 páginas de Entre Laços e Conflitos e concluí a leitura do livro! Gente, que livro incrível, 5 estrelas com certeza e espero que a autora tenha sucesso com ele mesmo que não consiga a publicação tradicional agora.
Li também 72 páginas de O Códex dos Caçadores de Sombras e que livro divertido! Da Cassandra Clare eu li apenas As Peças Infernais, e vi o filme de Cidade de Ossos, que foi baseado no primeiro volume da série Os Instrumentos Mortais, então estou acostumada com o universo criado, e com os personagens. É como se fosse um livro didático, falando sobre a história dos Caçadores de Sombras, sobre Vampiros, Demônios e outros seres do Submundo, e para quebrar o clima de livro didático, eles colocaram algumas anotações dos personagens, do Jace, Clairy e do Simon, que seriam as anotações que eles fizeram enquanto liam o livro, e elas são bem divertidas!
Por fim, li 8 páginas de Meu eu poético. Sem comentários.

No dia treze eu li 29 páginas (três capítulos) de Domelie e já estou adorando o livro, a diagramação, a fonte usada, a escrita, tudo é muito bonito e agradável, apesar de o tema ser bem pesado. Trata sobre cegueira, sobre perder pessoas e não saber lidar com isso... e continua sendo um livro de certa forma, leve.
E li também mais 20 páginas de Meu eu poético. Sabe quando o livro é tão ruim que você lê duas páginas e parece que leu 20? É isso que está acontecendo. Leio e reviso um monte, e não saio do lugar.
Li pouco nesse dia, mas foi um dia de certa forma, corrido. E vamos adicionar à isso o fato de eu ter tido cólica boa parte do dia, o que me deixou bem molenga. Adicione à isso um calor infernal de 30 graus, fiquei ainda mais mole.

No dia quatorze eu li 32 páginas (dois capítulos) de Domelie e continuo adorando o livro. Já dá pra ter uma ideia melhor de para onde o livro está nos levando, e gosto de livros que vão por esse caminho. O livro, apesar de ser pequeno, não joga as coisas sem explicações, e nem acelera as coisas para caberem no formato da história.
Li também 35 páginas de Meu eu poético, e novamente, sem comentários sobre ele. Sei que li bem pouco, mas é que durante o tempo em que eu leio normalmente, aconteceu mais uma treta literária, e meu espírito de barraqueira precisava acompanhar o que estava acontecendo. Se ainda não sabem o que é, cliquem aqui para saberem mais sobre o livro racista, que seria lançado em março de 2018, escrito por Jéssica Macedo, dona da Portal Editora, o livro se chama A Escrava e a Fera. Me desculpem, sei que deveria ter lido mais, mas como participante de alguns Movimentos Negros, eu me senti ofendida e me vi obrigada a tentar entender o que estava acontecendo. Já digo que sim, acho um absurdo a existência desse livro. Sei que ele ainda não foi lançado e que poucas pessoas tiveram acesso à história, mas a sinopse é o resumo dos primeiros 20% do livro, e pela sinopse o livro parece bem racista. A autora tentou se explicar depois, mas apenas acabou se sujando mais e mais. Disse que não vai escrever uma retratação e que vai processar as pessoas que a atacaram, MAS ela esquece que qualquer pessoa que tenha se sentido moralmente ofendida pode processá-la por danos morais, ou seja, de qualquer forma, ela vai sair perdendo. O máximo que vai acontecer é as pessoas terem que apagar os posts, mas ela pode sim ser processada e ter que pagar multa, e até ser presa, por ter publicado a sinopse de maneira pública, e por a sinopse ser sim racista.

Bom, nessa semana eu consegui ler (apenas) 506 páginas, o que dá 72,2 páginas por dia. É uma boa quantidade de páginas, mas para uma maratona chega a ser meio vergonhoso, ainda mais se tivermos em mente que a minha meta era o dobro disso. Também tem o fato de o meu celular ter estragado. Não consegui gravar a maratona, o que me desmotivou e como eu estava lendo os livros no celular, foi ruim ter que lê-los no computador, pois a tela é maior, emite mais luz, e cansa os olhos mais rápido.
Já vou dar um spoiler da próxima semana: a meta vai continuar sendo 1000 páginas. Não sei se vou conseguir, mas vou dar o meu melhor. Eu tenho a plena consciência de que não adianta tentar me forçar a ler, a leitura não flui e eu acabo me cansando, e depois pode acontecer de eu ficar dias sem ler nada, e não quero isso. Como já disse, eu quero aproveitar ao máximo o mês de fevereiro para ler tudo o que eu puder, já que depois que as aulas na UEMG começarem eu vou ter menos tempo para ler, já que vou ter que me dedicar mais aos estudos.
Entre Laços e Conflitos 248 páginas lidas Concluído
O Códex dos Caçadores de Sombras 99 páginas lidas
Meu eu Poético 98 páginas lidas
Domelie 61 páginas lidas
Resenha: A Reforma Pelo Jornal de Machado de Assis
Título: A Reforma Pelo Jornal
Autor: Machado de Assis
Ano de publicação: 1859
Número de páginas: 3
Nota: 3/5
Aqui Machado fala sobre reformas políticas e sociais que foram causadas pelo jornal. Segundo ele, por causa do jornal a aristocracia caiu, pois a informação, as notícias, começaram a ser divulgadas à todos e não somente aos que nasceram ricos e tinham cargos altos na sociedade.
O jornal fez com que os trabalhadores tivessem informações sobre o que estava acontecendo, tudo isso em "tempo real", já que o jornal é publicado todos os dias. Isso deu poder ao povo, pois a partir daí eles puderam ler e ver o que estava acontecendo, e agora poderiam reivindicar seus direitos.
"Jornal é hóstia social da comunhão pública"
Além disso, o jornal trouxe empregos. A situação atual do jornalismo brasileiro não é boa, mas o objetivo continua sendo informar a população sobre os últimos acontecimentos importantes, sobre o que pode mexer no bolso da população, na saúde e na educação. E também existem reportagens sobre turismo, que de certa forma é algo que vai te educar, que vai te ensinar e te mostrar novas culturas, ou até mesmo colocar a nossa cultura em evidência.
Nunca tinha pensado que o jornal era algo tão importante, e com toda certeza vou passar a valorizá-lo mais. Não tenho mais o costume de ler jornais, geralmente leio quando a matéria da capa me chama a atenção, mas vou tentar implantar o hábito de ler mais jornais na minha vida. Geralmente eu leio jornais online, mas quero ler jornais físicos, ter o jornal na mão, em papel. Meu lado de pessoa que cursou Meio Ambiente diz que os jornais online são melhores, mas confesso que ler um jornal de papel é mais confortável às vezes.
Espero que vocês também passem a valorizar mais os jornais, além de todo trabalhado diário para produção de matérias, há também o imenso valor social e político que ele traz. Então a dica de hoje é: valorizem os jornais, eles foram um passo importante no processo de democratização do Brasil. Sabemos que o país está longe de ser perfeito, ou de ser realmente uma democracia, mas além de motivos para lutas, temos motivos para comemorar.
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Resenha: O Confronto dos Imortais de Jefferson Andrade
Título: O Confronto dos Imortais
Autor: Jefferson Soares
Editora: Editora Coerência
Ano de publicação: 2017
Número de páginas: 362
Preço: R$ 40,00
Nota: 4/5
Vamos primeiro à alguns avisos: Esse livro foi cortesia da Editora Coerência, e esse fato não muda em nada minhas opiniões. Esse livro é o segundo de uma série. O primeiro livro foi publicado, segundo a editora chefe da Editora Coerência, APENAS no Wattpad, e como não sou usuária dessa rede, não li o primeiro e inclusive a editora chefe me disse que não era necessário. Creio que não ter lido o primeiro livro não afetou minha leitura, pois a todo momento o narrador nos lembra e nos explica os fatos acontecidos anteriormente. Agora, vamos à resenha. Edit: O livro está disponível na Amazon, e não no Wattpad, a Editora Coerência me passou informação ERRADA!
Primeiro gostaria de explicar a mitologia utilizada no livro, para que a compreensão da resenha seja mais fácil. O livro fala da Mitologia Nórdica, ou seja, os deuses principais são Odin, Thor e Loki. No livro, o mundo que conhecemos, com seres humanos, é chamado de Midgard, que seria a nossa terra. O mundo em que os outros seres, dos quais já vou falar, se chama Asgard. Nesse mundo vivem elfos da luz e elfos negros, anões, goblins e trolls. Os dois grandes povos desse mundo são anões e elfos, tanto que eles têm líderes, que seria algo como o Rei do povo.
Existem 12 reinos élficos, portanto, 12 reis, mas um desses reis é o que realmente manda em tudo, pois ele tem mais autoridade que os outros reis, apesar de não interferir nas decisões que eles tomam. Vemos aqui uma organização parecida com o Presidente, que "manda" no país, e os Prefeitos, que "mandam" nas cidades, mas obedecem ordens do Presidente. Ou seja, a organização desse mundo, é bem parecida com o nosso.
Gregory, em Midgard, era um soldado dos Estados Unidos. De alguma forma ele foi parar em Asgard, e lá conheceu elfos e anões que se tornaram seus melhores amigos. Gregory descobriu ter o sangue dos três grandes deuses, e agora vem a parte em que a mitologia vem forte. Ragnarok é o termo usado para falar sobre uma guerra, entre os deuses nórdicos, que resultaria na morte de todos eles. No livro, já prevendo isso, os deuses "distribuíram" seu sangue entre os povos, para que de alguma forma eles pudesse continuar vivos em cada uma das pessoas. O sangue dos deuses faz com que os receptores e seus descendentes se tornem imortais, no sentindo de que eles não morreram de velhice, apenas podem morrer em batalhas ou em decorrência de ferimentos graves.
Agora vamos ao enredo do livro. Logo no início sabemos que um ser muito poderoso, que por algum motivo está separado de seu corpo, ou seja, esse ser apenas controla sua alma e precisa de ajuda para recuperar seu corpo. Entre os elfos negros, existe um comandante, chamado Gorvak. Acho que pelo fato de ele ser um elfo negro já dá para ter uma ideia de que ele não é o melhor elfo. Gorvak quer poder, quer ser o melhor em tudo, quer comandar Asgard inteira, e para isso ele precisa derrotar os reis dos Doze Reinos élficos. Esse ser sabe disso, e oferece ajuda, dizendo que isso será bom para os dois. Gorvak aceita. Não sabemos quem é esse ser, apenas que ele não tem força suficiente para "aparecer" por muito tempo, e que sei objetivo é fazer com que uma nova Grande Guerra aconteça. Ele precisa de sangue sendo derramado.
Gorvak reúne um exército enorme, os elfos ficam sabendo e o rei, Gefion, manda Gregory, Irghimund, que também é humano, porém é de Asgard, Gerdall, um anão, e Aldhine, elfo, filho do rei Gefion. Nossos partem em uma missão para encontrar o Ancião dos anões, que é basicamente, o anão que receber o sangue diretamente dos deuses. Gefion é o Ancião dos elfos, além de ser o rei principal. Eles precisam encontrar o ancião dos anões, pois segundo Gefion, a ajuda do exército dos anões é o que vai definir o destino dos elfos.
Agora vamos às minhas opiniões. Fazia bastante tempo que eu não lia uma fantasia assim. Esse ano eu já li sim uma história com elfos, inclusive foi uma leitura incrível, mas O Confronto dos Imortais tem elementos que me fizeram amar a história. Primeiramente já gostei muito de o a série falar sobre mitologia nórdica, pois é algo que eu não vejo todo dia. Sou bem mais familiarizada com a mitologia grega, principalmente por ter passado boa parte da infância e adolescência jogando God of War, e essa foi a primeira vez que tive contato com algo da mitologia nórdica. E não, não vejo os filmes do Thor, pois nos filmes ele é bem mais um super-herói do que um deus de fato, e não curto super-heróis. Inclusive gostaria de dizer que esse ano vai ser lançado mais um jogo da franquia God of War, agora com deuses da mitologia nórdica!
Voltando ao livro. É uma fantasia mais pesada, com guerras, muitas e muitas batalhas, pessoas quase morrendo a todo momento, pessoas realmente mortas participando da história de formas macabras. Quando digo "pessoas", considerem que estou falando de todos os seres que são personagens do livro, é que ainda é estranho para mim o fato de somente dois humanos aparecerem sempre no livro.
A história do livro me sugou, eu consegui visualizar todos os cenários, o que também se deve ao fato de o autor descrever muito bem as cenas, consegui me sentir parte da história, apenas como se estivesse observando, mas consegui sentir que eu estava no meio de todo aquele caos. O livro nos faz sentir os sentimentos juntos com os personagens, seja raiva ou alegria, o que é ótimo, pois o envolvimento com a história faz com que o leitor curta ao máximo a experiência de leitura, e consequentemente goste mais do livro.
Algo que gostei muito no livro, e gostaria de deixar escrito aqui, é que vamos descobrindo aquele mundo junto com Gregory. Ele chega em Asgard sem saber o que é aquele mundo, sem saber quem ele é de verdade, tentando descobrir quem são seus verdadeiros pais, pois ele sabe que foi adotado. Chega sem saber o que a magia daqueles povos é capaz de fazer, sem saber como eles lutam e sem saber nada sobre os costumes deles. Sempre que ele vê algo novo, ele pergunta, então conseguimos ficar sabendo de tudo junto com ele, uma descoberta conjunta. Isso é ótimo, por que faz com que nós consigamos realmente nos sentir parte da história, faz com que o sentimento de que nós estamos sendo respondidos pelos personagens seja mais real.
Claro que livros onde todos os personagens já estão familiarizados com o ambiente e que apenas nós, leitores, vamos descobrindo, são ótimos. Acho que cada livro funciona bem para cada tipo de leitor. Eu, particularmente, consigo me sentir mais parte da história quando eu vou descobrindo junto com os personagens, me dá a sensação de não ser a única boiando na história. O outro livro de fantasia que li esse ano traz todos os personagens já familiarizados, então as descobertas acabam sendo apenas nossas, e apesar de ter achado o livro ótimo, 5 estrelas, não tive o mesmo sentimento de estar fazendo parte daquilo tudo.
Eu acho legal livros de fantasia que mesmo trazendo um universo totalmente diferente do nosso, conseguem nos fazer sentir parte daquilo. É realmente um mundo inteiro, novo, para explorarmos, e fica mais fácil quando temos a ajuda de outra pessoa que também está explorando conosco. Aqui, exploramos junto com Gregory.
Sobre o livro enquanto objeto. Não posso falar muito pois o li em ebook, mas creio que a versão física não seja tão diferente. Vou começar falando pela capa, que eu achei linda. Me lembrou um pouco Assassin's Creed, como se algo misterioso e poderoso estivesse por vir, e é realmente o que acontece. A diagramação está ótima, as letras não são grandes, nem pequenas e o espaçamento está bom. Em cada início de capítulo há uma efeitinho meio cinzento na página, como se fosse fumaça, e a primeira palavra tem a primeira letra bem grande. E a cada novo ciclo do livro há uma página preta com um guerreiro desenhado em branco. Ou seja, capricharam no visual.
Porém, contudo, entretanto, a revisão do livro está bem ruim. O que me deixou bem triste, por que o livro é ótimo e merece sim uma edição bonita aos olhos, mas merece mais ainda uma edição revisada corretamente. Se não tivessem colocado o nome da revisora na ficha catalográfica do livro, eu juraria que não teve revisão nenhuma. Espero que a editora veja isso e que faça uma nova tiragem, um livrão desses merece uma revisão sem erros.
Como é uma série, algumas coisas ainda serão resolvidas em livros posteriores, e eu espero ter a chance de lê-los. Recomendo muitíssimo à todos os fãs de fantasia, aos que amam mitologias, principalmente a nórdica, aos que gostam de se sentir sugados pelo livro de forma a conseguirem sentir o que os personagens sentem. Também recomendo aos que gostam de livros onde o personagem vai aos poucos descobrindo quem ele é. E claro, à todos que querem uma boa leitura, leitura de fôlego, que vai te prender e te entreter durante toda a leitura.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Leitura todo dia #41
Mais uma semana de leituras! O projeto Leitura todo dia foi criado pela Nine, com o objetivo de fazer com que os participantes leiam todos os dias, sem uma meta de páginas, apenas para que a leitura se torne um hábito e que consigamos ler todos os dias com prazer de estar lendo.
Eu sempre coloco metas pessoais, geralmente a meta é que somando tudo e dividindo pelo número de dias da semana, dê de 40 à 50 páginas, que é o que eu leio nas semanas boas. Há semanas em que eu leio 100 páginas no total? Sim, mas também, há semanas incríveis em que eu consigo ler 400 páginas. Essa semana eu vou fazer uma maratona, durante os 7 primeiros dias de fevereiro. Meu objetivo é ler 80 páginas por dia! Mas não vai ser acumulativa, ou seja, se eu não conseguir ler as 80 páginas em um dia, no outro dia minha meta vai continuar sendo apenas 80. Espero que eu consiga passar da meta em pelo menos uns dois dias, mas se eu conseguir no final da semana ler 560 páginas, estou super satisfeita.
Esse mês, fevereiro, vai ser um dos poucos no ano em que realmente terei muito tempo para as leituras. As aulas na universidade começam no dia cinco de março, que inclusive é meu aniversário, e provavelmente não vou conseguir ler muito depois que as aulas começarem, então quero usar fevereiro para ler muito! Quero que ele seja o melhor mês de leituras que já tive até agora na vida, e espero que dê certo!
Eu ainda preciso resolver toda a documentação para entrar na universidade, mas creio que tudo vai dar certo e que em breve estarei estudando! Também preciso urgentemente conseguir um emprego, então realmente a leitura vai ser algo que vai ser "prejudicada". Vou continuar sim com o projeto e vou tentar ler todos os dias, mas não vou colocar metas maiores do que 40 páginas por dia, por que realmente vai ser quase impossível ler mais que isso quando eu estiver estudando e trabalhando. Vamos agora aos livros que serão lidos nessa semana. Lembrando que o número de páginas aqui listados é sobre a quantidade de páginas que ainda preciso ler para terminar o livro, não necessariamente a quantidade de páginas que o livro tem no total.
O Confronto dos Imortais de Jefferson Andrade - 180 páginas
O Belo e a Fera de Vanessa Batista - 77 páginas
Aquarelas de Machado de Assis - 12 páginas
A Reforma Pelo Jornal de Machado de Assis - 3 páginas
O Jornal e o Livro de Machado de Assis - 6 páginas
Revista dos Teatros de Machado de Assis - 43 páginas
Meu Admirador Secreto - 166 páginas
A Bruxa e a Santa - 386 páginas
Moby Dick de Herman Melville - 689 páginas
No dia primeiro de fevereiro eu li 54 páginas (sete capítulos) de O Confronto dos Imortais e amei ter lido tanto do livro em um mesmo dia, foi um sentimento bem diferente. Recomendo que vocês leiam pelo menos cinco capítulos por dia, quando forem ler, por que o sentimento é realmente outro, parece que estamos fazendo parte da história. Vou tentar ler mais assim, pelo menos 30 páginas por dia, para ter mais desse sentimento.
No dia dois eu consegui ler 77 páginas de O Belo e a Fera e infelizmente foi um livro que na minha opinião foi um desperdício de ideias. A premissa do livro é ótima, e poderia sim ser uma história incrível, não tanto original assim, mas também não seria algo visto todo dia, mas infelizmente a autora não soube trabalhar o livro de forma que prendesse a atenção do leitor. Sinceramente só li até o final por que precisava dar o parecer para a editora. As últimas páginas são boas, mas não conseguem salvar o livro. Uma pena.
E também li mais 30 páginas de O Confronto dos Imortais. Os heróis já conseguiram, em partes, o que queriam com a jornada. Eles acharam a pessoa que precisavam achar, mas agora precisam conversar essa pessoa que ela deve ajudá-los, e creio que vai ter bastante ação nos próximos capítulos. A cidade onde essa pessoa, anão na verdade, é bem mágica, fica dentro de uma montanha, é super escondida e creio que vai ser cada vez mais interessante ler sobre ela.

No dia três eu li super pouco, por que comemoramos os 71 anos da minha avó materna, e fiquei boa parte da noite lá. Como eu geralmente leio durante a noite, "perdi" esse tempo de leitura, mas não trocaria a noite com meus familiares por nada! Foi muito bom.
Li 14 páginas (um capítulo) de O Confronto dos Imortais e apesar de ter lido pouco, foi um capítulo bem intenso e gostei bastante. Foi uma batalha, e ela parece estar longe de acabar.
E também li 24 páginas (onze capítulos) de Meu Admirador Secreto e gente, ainda bem que estou lendo O Confronto dos Imortais para balancear. Outro livro que eu mal comecei e já quero terminar logo. Muito mal escrito, parece uma fanfic escrito por uma adolescente de 12 anos. Mas como eu disse, quero terminar de lê-lo por que além da esperança de que em algum momento ele fique bom, eu quero poder dar um parecer completo à editora.

No dia quatro eu li 51 páginas (dezenove capítulo) de Meu Admirador Secreto, e só continuei lendo por que quero dar um parece honesto à editora. Que livro ruim! Para equilibrar a coisa ruim que tive que ler, li 10 páginas (um capítulo) de O Confronto dos Imortais e continuo gostando bastante.
Li também 12 páginas (o artigo inteiro) de Aquarelas, uma crônica onde o Machado de Assis fala sobre parasitas da sociedade. Li 3 páginas (o artigo inteiro) de A Reforma Pelos Jornais onde o Machado fala sobre a importância do jornal e dos jornalistas na nossa sociedade e creio que quem ler vai passar a ver os jornais de forma diferente. E por fim, li 6 páginas (o artigo inteiro) de O Jornal e o Livro, onde ele fala que o jornal é "melhor" que o livro, por ser algo fresco, diário.

No dia cinco eu li 91 páginas de Meu Admirador Secreto e obrigada Deus! Finalmente esse coisa que a autora resolveu chamar de livro acabou! Pude dar meu parecer, sendo meu honesta. Que livro ruim. Pai amado.
E também li 72 páginas de O Confronto dos Imortais, concluí o livro e no dia 11 de fevereiro a resenha sai aqui no blog. Gostei bastante, algumas coisas me incomodaram, mas vou falar mais sobre isso na resenha.

No dia seis eu li apenas 21 páginas (três capítulos) de Moby Dick. Eu estou fazendo alguns cursos, para melhorar meu currículo e obviamente para adquirir conhecimento. Percebi, há alguns anos, que não posso ficar parada, sem absorver conhecimento. Meu cérebro se acostumou à rotina de estudos e quando eu fico sem estudar, a ansiedade ataca. Eu gosto de sempre estar com a cabeça ocupada, pois assim as preocupações da vida não me atingem tanto, pois muitas vezes o fato de ficar pensando naquilo é pior do que o que está acontecendo de fato. Nesse dia eu preferi estudar bastante, realmente manter a cabeça ocupada. Também editei alguns vídeos para o meu canal e comecei a escrever alguns posts aqui no blog, então foi um dia super cheio, apesar de eu ter lido pouco. Eu fui dormir bem cedo, pois estava com febre, então eu meio que fiquei sem o meu tempinho de leitura durante a noite.

No dia sete eu li 33 páginas (prólogo + três capítulos) de Entre Laços e Conflitos da Helô Delgado, mais um livro para o projeto com a Editora Coerência. Li super pouco, mas simplesmente amei o que li. Eu até tive mais tempo para ler nesse dia, apesar de ter sido um dia corrido, pois foi o último dia do curso de Marketing Digital, e no dia oito eu já começo mais um outro curso. Pois é! Eu teria conseguido ler 50 páginas super fácil, mas durante a leitura me veio um pensamento, e eu parei para ir pesquisando grades curriculares de cursos de Ciências Biológicas, e acabei ficando cerca de 40 minutos nessa pesquisa. Eu pretendo fazer um post separado falando sobre minhas expectativas para a faculdade, mas só quero fazer quando eu tiver certeza absoluta de que está tudo certo. Algumas coisas ainda precisam ser resolvidas, e prefiro esperar.

Na primeira semana de fevereiro eu consegui ler 498 páginas, o que dá 71,1 páginas por dia. É menos do que eu queria? Sim, e eu já sabia que isso iria acontecer, por que nos últimos dois dias em realmente não consegui ter tempo durante o dia, e durante a noite, no dia seis eu dormi, e no dia sete eu fiquei pesquisando algumas coisas. Não me arrependo, pois eu sei que eu preciso cuidar de mim, e não consigo ler quando estou mal, quando o corpo tá reclamando.
Fico feliz por ter conseguido ler quase 500 páginas! E feliz por ter conseguido ler todos os dias, mesmo passando e lendo pouco. Estou lendo bastante e apesar de ser sim um pouco cansativo pela obrigação de ler, estou gostando pois estou conhecendo autores e histórias novas, que eu não conheceria se não fosse esse projeto. Espero que a semana de leituras de vocês tenham sido incrível!
O Confronto dos Imortais - 180 lidas Concluído
O Belo e a Fera - 77 páginas lidas Concluído
Aquarelas - 12 páginas lidas Concluído
A Reforma Pelo Jornal - 3 páginas lidas Concluído
O Jornal e o Livro - 6 páginas lidas Concluído
Meu Admirador Secreto - 166 páginas lidas Concluído
Moby Dick - 21 páginas lidas
Entre Laços e Conflitos - 33 páginas lidas
Resenha: Aquarelas de Machado de Assis
Título: Aquarelas
Autor: Machado de Assis
Ano de publicação: 1859
Número de páginas: 12
Nota: 3/5
Aqui Machado escreve como se estivesse pintando um quadro da sociedade, mais especificamente de pessoas que ele acha que não são boas ou que não contribuem para que a sociedade melhore, pelos pontos de vista políticos e sociais. Temos que nos lembrar que Machado de Assis era bem ligado à política, inclusive ele era associado à um partido da esquerda na época dele.
Ele fala sobre os parasitas sociais e dá foco à três: parasitas de comida, parasitas de livros e parasitas de igrejas. No primeiro caso, é aquela pessoa que sempre na hora do almoço está na casa de alguém, come muito e vai embora. Ele justifica isso dizendo que esses parasitas, para conseguir manter a amizade com o dono da casa, sempre é educado e conversa bastante, assim, o dono da casa alimenta o corpo do parasita, enquanto o parasita alimenta o espírito do dono da casa.
O parasita literário é aquele que escreve mal, seus livros ou publicações no jornal não acrescentam nada à ninguém, mas mesmo assim consegue vender bem. Eu não acho isso ruim, afinal, existem gostos para tudo, e ele não gostar de tais coisas não significa que elas realmente são ruins. Entendo que muitos escritores são realmente ruins, escrevem errado e mal, escrevem coisas totalmente sem sentindo, e espero que ele tenha falado desse tipo de escritor.
"Tanto ópio encadernado que por aí anda enchendo as livrarias!"
E por último, o parasita clerical, aquele que rouba as pessoas em nome da religião, aquele que enriquece enquanto a comunidade fica cada vez mais pobre, aquele que inventa mentiras e faz com que as pessoas acreditem nelas, tudo isso em nome da religião, apenas para que ele se mantenha no poder, pois posições altas no clero significam uma boa posição social e política também.
Isso nos faz ver que desde o século XIX temos no Brasil pessoas envolvidas diretamente com a igreja, que roubam, mentem e fazem de tudo para ficarem ricos enquanto a população fica mais e mais pobre, esperando por milagres e ajudas que nunca virão.
"Assim colocado no centro da sociedade, desmoraliza a Igreja, polui a fé, rasga as crenças do povo."
Machado de Assis era católico, e a relação dele com Deus, pelo menos a parte que ele escreve em suas poesias no livro Poesias Dispersas, é algo bem íntimo, então acho que ele tem sim propriedade para falar disso, principalmente por que ele via isso pelo menos semanalmente. Como cristã vivendo no século XXI, fico triste por saber que isso acontece há séculos e ninguém tentou mudar. A Reforma Protestante teve o objetivo de fazer com que as mentiras parassem e que somente a verdade fosse dita, mas percebemos hoje que os ditos "pastores", são os que mais mentem e roubam as pessoas apenas para ficarem ricos. Isso me deixa triste.
"Transforma o altar em balcão e a âmbula em balança."
Ele também fala sobre fanqueiros e sobre funcionários públicos. Diz que funcionários públicos são contra as reformas ou melhorias na sociedade e na política, por que isso iria interferir diretamente no trabalho deles, e realmente vejo que isso ainda acontece. É assustador o número de pessoas que não apoiam coisas boas e apoiam ideias bem erradas apenas por que o salário vai aumentar, ou a carga horária vai diminuir.
"A sociedade não é um grupo de que uma parte devora a outra?"
E a última crítica feita fala sobre os folhetins, que são "franceses demais", diz que devemos abrasileirar isso, ou desistir, pois não precisamos de coisas estrangeiras aqui. Machado de Assis é bem patriotista, e isso me incomoda às vezes. Sei que no tempo dele era bem diferente, mas vendo esse discurso hoje em dia, fica estranho. Eu realmente não gosto de ver que o Brasil está cada vez mais parecido com os Estados Unidos, pelo menos no Sudeste, nas cidades grandes. Quero que meu país seja visto e valorizado pela cultura, e temos muita cultura e muita cultura diferente de estado pra estado aqui.
No geral foi um texto legal e concordo com algumas coisas ditas, e discordo de outras. Machado fala mesmo, não tem vergonha, ele joga o que ele pensa na rodinha, e quem não gostar que se vire. Gosto disso, de ele ser sincero. Não amei o texto, mas acho ele importante sim, e creio que muitos vão gostar.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Como 'Keep your eyes on me' salvou minha vida
Keep Your Eyes on Me é a música tema do filme A Cabana, que foi inspirado no livro de mesmo título, escrito pelo William Paul Young. Eu li o livro em 2013 e foi um livro que definitivamente mudou minha vida para melhor. Não vou falar muito da minha história com o livro, por que seria spoiler do livro, mas vou falar um pouco para que vocês entendam melhor.
Em 2010 meu irmão foi assassinado, por causa de um video-game, por dois "amigos", que infelizmente ainda não foram presos. Até 2013 eu queria que eles morressem, de verdade, queria vingança,eu queria matá-los. Eu tinha 11 anos quando tudo aconteceu, então não tinha controle nenhum dos meus sentimentos. Quando eu li A Cabana, e em certo momento, perto do final, um dos personagens perdoa a pessoa que fez com que a vida dele mudasse para pior, a pessoa que fez com a vida dele perdesse a cor e se tornasse um inferno de emoções, e principalmente quando Deus diz ao personagem principal que estava tudo bem sentir raiva de fez em quando, mas que ele deveria liberar o perdão para que ele pudesse seguir em frente, eu percebi que eu precisava fazer o medo.
Odiar as pessoas que mataram meu irmão não iria mudar minha vida para melhor, a morte deles não vai fazer meu irmão voltar. Quero sim que eles sejam devidamente punidos pela lei, pois o que eles fizeram é crime, e devem pagar por isso, mas de maneira nenhum desejo-lhes mal. A vida é regida pelo Karma, pela Lei da Semeadura. Colhemos hoje o que plantamos ontem. Eles plantaram o mal e vão colher isso, mas a própria vida vai cuidar disso. Eu tentar rebater o mal com o mal não iria trazer coisas boas, o Karma viria atrás de mim também, em alguma hora.
Enfim, o livro foi importante para mim. Foi algo importante no meu processo de cura. Hoje, 7 anos e meio depois da morte do meu irmão, ainda sinto falta dele, choro na data em que ele deveria fazer mais um ano de vida, e choro no dia 7 de setembro, dia em que ele foi assassinado, mas não vivo em volta disso. Minha vida não se resume mais ao que aconteceu naquele dia. Sei sim que algumas coisas são irreversíveis, como a Síndrome do Pânico que tenho desde então, mas faço o máximo para que aquela noite não decida toda a minha vida. Não sinto nenhuma raiva dos homens que o mataram, e não deixou mais a saudade me consumir. Sinto saudade sim e choro algumas vezes no ano por causa disso, afinal "meus mortos jazem em mim", e isso é algo que não posso mudar, mas isso não me consome mais, não me impede de viver.
Como eu disse, isso trouxe coisas irreversíveis. Tenho depressão desde os 6 anos de idade, e com a morte do meu irmão isso se agravou bastante. Eu já tentei suicídio algumas vezes, mas não quero falar sobre isso. O post é sobre superação, fiquem tranquilos, não sobre coisas tristes!
Um dia, logo depois de ouvir de pessoas importantes na minha vida, que eu era um fracasso e que nunca conseguiria me dar bem na vida, eu quis morrer. Eu estava pronta para tentar novamente. Meu irmão mais novo chegou em casa e eu comecei a pensar que ele não merecia isso de novo, perder outro irmão, para ele, seria algo bem perto do fim. Meu irmão ter chegado naquele momento foi algo bom, pois me impediu de, naquele momento, tentar algo. Logo depois, enquanto eu arrumava a cozinha, Keep Your Eyes on Me começou a tocar no rádio. Minha mãe sempre deixa o rádio ligado enquanto arrumamos a casa, e nesse momento, essa música me salvou.
A letra da música, que vocês podem conferir na íntegra clicando aqui, fala sobre manter os olhos em alguém, no meu caso e no caso do filme, em Deus, para que as dificuldades da vida não te destruam. Eu realmente senti Deus falando comigo naquele momento, como se Ele soubesse que tudo que eu precisava naquele momento é que alguém estivesse ali por mim, me dizendo para ter um foco e que tudo ficaria bem.
Eu senti que Ele estava me dizendo "mantenha seus olhos em mim quando estiver perdida na escuridão". E é esse meu conselho para vocês. Tenham um foco. Seja lá qual for sua religião, mantenha o foco no seu sagrado, saiba que não importa qual seja o deus que você cultue, ele vai te ajudar, se você deixar, a sair da escuridão. Tenha um apoio, um lugar ou pessoa para onde você possa ir quando tudo estiver mal. Não se apegue às coisas ruins, elas são passageiras, tudo passa. Aproveite os momentos bons com intensidade, e nos momentos ruins, tenha um foco, para que você não quebre, não se destrua e nem deixe as pessoas te destruírem.
Sei que tenho apenas 18 anos, mas eu tenho muitos anos de experiência com Depressão e Síndrome do Pânico. Não venço sempre, às vezes eu me desespero, choro por horas, não saio de casa e me fecho para o mundo. Tudo bem isso acontecer, desde que você não se renda. O sofrimento, a ansiedade vai vir, mas você precisa se posicionar e deixar claro que você é quem manda na sua vida.
Quando estiver triste, deixe a tristeza vir, não fuja dela, ela vai nos alcançar em algum momento, não lute contra ela, apenas deixe ela vir. Apenas você sabe quanto tempo você vai deixá-la aqui. Em alguns momentos eu deixo a tristeza ficar por 1 hora, às vezes por 10 minutos, mas nunca deixo que ela me consuma por mais de 1 dia.
Sim, há momentos e situações difíceis em que é impossível mandá-la embora. Perdi pessoas que amo muito em 2017 e isso me afetou. A tristeza acabou ficando por muito tempo, mas agora o que resta é saudade. Deixe a saudade, de pessoas, de momentos bons, de lugares, vir. Deixe que ela substitua a tristeza. A saudade é o que te faz lembrar, a saudade não faz mal, ela tem sim algo meio triste, mas ela não é a tristeza. A saudade não mata. O que mata é ficarmos presos no passado, não perdoarmos, sermos orgulhosos, e principalmente, deixar que a tristeza seja uma moradora. Deixe que ela te visite, tristeza é importante, a vida precisa de equilíbrio, precisamos de momentos tristes para apreciar ainda mais os momentos alegres, mas de forma nenhuma deixe que a tristeza faça morada.
Quando ela bater à porta, abra, e deixe claro que ela tem pouco tempo para ficar ali. No momento certo, o momento em que você determinar que ela precisa ir embora, abra a porta e deixa-a partir. Não se apegue à tristeza, ela não tem coisas boas a oferecer.
Quando tudo estiver escuro, quando você não souber mais para onde deve ir, mantenha seus olhos no foco. Se você tem alguma religião, mantenha os olhos no seu sagrado e tenha fé de que ele vai te ajudar a encontrar o caminho para a luz. Se você não tem uma religião, mantenha o foco nas pessoas que realmente te amam, nas coisas que te fazem bem. Se você sabe que precisa terminar um projeto e que muitas pessoas dependem desse projeto, mantenha os olhos nisso, no bem que o projeto fará às pessoas. Se você tem o objetivo de se formar em alguma área, apesar dos problemas, mantenha os olhos na formatura e na carreira que você quer seguir.
Quando estamos realmente focados, quando nossos olhos estão presos à algo ou alguém, o que vem pelos lados não nos faz desviar. Tudo bem você olhar para os lados de vez em quando, ver as coisas boas e ruins que as suas escolhas vão te trazer, tudo bem pensar que talvez aquilo não seja o certo, mas se mantenha no caminho. Se seus olhos desviarem, mantenha seus pés fixos no chão até que eles achem o foco novamente. Nós caminhamos para onde estamos olhando, então mantenha os olhos fixos em coisas boas, não desvie do caminho que você escolheu, acredite que com fé e esforço tudo vai dar certo.
Todos nós temos momentos tristes, difíceis, e aqueles momentos em que parece que a morte é a única saída, ou que é a saída mais fácil, mas não se engane. Você é importante, mesmo que não veja isso, e mesmo que as pessoas com quem você se relaciona não demonstre isso, você é importante. Pessoas te amam e te querem bem. Seus sonhos são importantes, e para alcançá-los você precisa de esforçar, então não deixe que coisas aleatórias tirem seu foco e sua força.
Vale a pena continuar vivo, e você consegue! Faça algo que te faça sentir útil. Eu me sinto útil quando estou lendo com algum objetivo, seja ele de fazer uma resenha ou de dar um parecer à alguém. Me sinto útil quando saio com meus amigos. Me sinto útil arrumando as coisas em casa. Me sinto muito útil escrevendo. Me sinto útil quando ajudo meus amigos. Me sinto útil quando estou cuidando de mim mesma, da aparência, do espiritual e do físico. Não consigo me sentir útil quando estou deitada pensando em coisas ruins, ou criando situações que nunca irão acontecer, então eu evito fazer isso. Faça cursos, saia com amigos ou até mesmo sozinho, estude pela internet, faça amigos pela internet, escreva, desenhe, leia bastante, mas faça coisas que ocupem sua cabeça e te façam sentir útil. Que tal visitar um hospital e tentar alegrar os pacientes internados? Ou ir até uma ONG e ser voluntário por um dia? Ou até mesmo ajudar as pessoas na rua quando ver que elas precisam de ajuda? Tudo isso muda seu dia e o das pessoas ajudadas, e essas pequenas coisas podem te salvar, do mundo e de você mesmo.
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